Eu quero a paz na minha vulnerabilidade

Outubro 26, 2012 § Deixe um comentário

Escrevo agora sem intenções, sem inspirações, sem motivações.
Escrevo por que preciso escrever, ah, já é tudo tão simples, tão inexplicável, tão fisiológico.
Eu não quero o retorno que eu posso ver.
Eu não quero nada mais que a simples satisfação pessoal
A mesma satisfação em comer quando se está com fome
Uma necessidade simples e extrema,

Escrevo

Me deixe escrever, me deixe só isso fazer
Que eu tenho mais muitas outras necessidades calejadas
E a minha paciência já está dolorida
Me deixa, mundo, me deixa!
Que eu já não quero dinheiro
Nem sorrisos
Nem nada
Eu quero a paz na minha vulnerabilidade
Eu quero a mim mesma num monte de gente

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Para o Personagem de Trás do Balcão

Outubro 22, 2012 § Deixe um comentário

Eu já havia me apaixonado por você muito antes de isso ser possível.
De forma a torná-lo muito mais irreal que a irrealidade revestida pelos meus olhos em lágrimas.
É sempre nublado na minha cabeça.
Corri a língua pelos lábios e fugi com um sorriso de faz-de-conta.
Você não me atraiu, não me afastou… Mas me mostrou os braços abertos.
Eu repousei.
E sem as lágrimas do cansaço, você se tornou mais acessível para os meus sentidos.
De olhos limpos, sua imagem se tornou finalmente nítida o bastante para eu não ver em você o monstro de todos.

Que me importa?

Setembro 16, 2012 § Deixe um comentário

Que me importa o que dirão os críticos?
Os professores, os estudantes ou os leitores em geral?
Que me importa o nome que querem me dar.
O estilo que a mim atribuírem
Que me importa?

Que me importa se serei considerada medíocre,
literatura esdruxula, falta de estilo ou forma,
péssima qualidade, mal gosto
O que isso me importa?

Escrevo para mim, escrevo por gosto, escrevo por que sinto, escrevo por que preciso fisiologicamente escrever, escrevo, só!
Não escrevo para os outros, não escrevo para o gosto alheio, não escrevo para que sintam, não escrevo para quem precisa!
(Já existem tantos que o façam!)
Só o que eu faço é escrever
E só
Eu escrevo e só
Sempre e só

Erato

Agosto 31, 2012 § Deixe um comentário

Erato ressupino amável, virgem e pueril

Dos olhos absortos, solenidade lírica

Sensualidade inexequível, erotismo juvenil

Estimula em artistas à profunda inspiração onírica

 

Erato, a Amável, assim como as outras oito musas, Erato é uma virgem. Erato era assim chamada pois faz os que são instruídos por ela serem desejados e dignos de serem amados. Era a musa da poesia romântica,representada com uma lira, e dos hinos. É representada com uma lira e por vezes com uma coroa de rosas.

[Uma tentativa de poesia por Musa – ERATO]

Mar de Sensações

Maio 9, 2012 § Deixe um comentário

Olho para o espaço

Numa alusão daquilo o que foi

Sinto sem poder direcionar

Aquilo o que sinto

Sem sentir por mais

Vou andar

Pelas milhas distantes

E dentro da minha cabeça

Encontrar você

Encontrar aquilo o que inventei pra sentir

E vale a pena gritar por isso

Vale a pena esperar por isso

Vale a pena sentir

Dentro da minha cabeça submersa

Em Mar de sensações

Augusto dos Anjos

Março 8, 2012 § Deixe um comentário

Estou passando por um período especialmente complexo em termos psicológicos e espirituais e devo atribuir esse estado à leitura e estudo excessivo de poesia! Descobri que a poesia pode ser completamente devastadora para a cabeça e alma de uma pessoa já propícia ao mal da inspiração. Pelo fascínio que me causa!

SOLITÁRIO

Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos contorta…
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
— Velho caixão a carregar destroços —

Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!

Por Constance e Augusto, constantemente mórbidos e escrevendo

Volúpias de Poeta

Fevereiro 21, 2012 § Deixe um comentário

Sinto faltar

o farfalhar

da quimera

na realidade

aquilo espera

à insalubridade

que por coragem

saúde e chantagem,

abandonei:

os vícios,

os pecados,

volúpias de poeta

não mais sonhei

Movida por uma onda Simbolista, venho me arriscando à escrever alguns poemas inspirados. Sei que os resultados são terríveis, definitivamente não tenho a menor habilidade com poesia, de qualquer forma, me achei no simples direito de tentar por vontade. Aqueles mais críticos dirão que o meu poema não é nenhum pouco simbolista, mas de maneira alguma quis alcançar tal êxito! Só acho bela a forma como buscam sonhos em vícios e se viciam pela busca, mesmo que frustrante que se faz toda arte. Viva o ópio, viva as bebidas, viva a insalubridade produtora das artes. Viva ao pecado e viva a tudo aquilo capaz de inspirar. Muito antes conhecer paraísos em quimeras, trazendo delas versos eternos, que viver a mercê da realidade vazia e efêmera. O final é igual para todos e o que determina a vantagem não é o tempo vivido, mas o que foi deixado enquanto se viveu.

Por Constance, constantemente voluptuosa

Where Am I?

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