O Deus do Eu

Outubro 17, 2012 § Deixe um comentário

A religião muitas vezes nos fala de um deus que cria o universo, cria as pessoas do nada, dá-lhes uma razão de viver, as pune quando crê necessário, da mesma forma como as presenteia. Um deus cujo controle da realidade é absoluto e pleno. Um deus que está em todos os lugares a todo o tempo e sabe de todos os segredos mais profundos e secretos. Um deus misericordioso e por vezes, extremamente cruel e impetuoso. Um deus cujo mundo coordena à sua vontade, aos seus modos, a sua forma. Um deus do certo e errado. Um deus solitário, no total altruísmo da sua relação com os demais, se faz ser mais importante e relevante, um completo egoísta. Ora, sou deus. Pois crio e não vejo uma só característica acima da qual não seja partidária. Crio universos, rejo consciências e destinos. Estabeleço por mim as noções de certo e errado. Estou em todos os lugares, em todas as descrições, a todo o tempo. Me considero excelentíssima e o melhor de mim mesmo, numa posição que pode-se considerar, hm, de um modo ou de outro, altruísta. E principalmente sou eu e somente eu quem escrevo “fim” na última página daquilo o que crio.
Se existe um deus, ele está na terra e anda entre nós. Sabe tanto quanto nós e o é deus justamente por que, ainda que nessa condição, ele cria, move, e altera tudo aquilo o que é metafísico e espiritual nas pessoas com quem têm contato.
De mim para mim, e para todos aqueles que sentem, eu sou deus, que por inspiração e contato com demais deuses, me auto-considero única.

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