Cake – Daria

Maio 9, 2012 § Deixe um comentário

When you tried to kiss me
I only bit your tongue
when you tried to get me together
I only came undone
when you tried to tell me
the one for me was you
I was in your mattress back in 1982
Daria, I won’t be soothed
Daria yeah, I won’t soothed
(…)
(Daria  or whoever wants to)
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Mar de Sensações

Maio 9, 2012 § Deixe um comentário

Olho para o espaço

Numa alusão daquilo o que foi

Sinto sem poder direcionar

Aquilo o que sinto

Sem sentir por mais

Vou andar

Pelas milhas distantes

E dentro da minha cabeça

Encontrar você

Encontrar aquilo o que inventei pra sentir

E vale a pena gritar por isso

Vale a pena esperar por isso

Vale a pena sentir

Dentro da minha cabeça submersa

Em Mar de sensações

Cartas ao Oscar

Agosto 11, 2011 § Deixe um comentário

Queridíssimo e amado Oscar…

Meu Querido Oscar! Há quanto não o escrevo! Devo assumir que isto só se deve ao fato de que você nunca o faz! Mas tudo bem, por que não consigo, jamais, ficar sem escrever-lhe! Vêm-me o imenso medo de que você possa vir a esquecer-me! Espero que isso não aconteça nunca. Sei que não me ama da forma como o amo, mas o que seria de mim… Agora, uma Constance moderna, não tanto quanto ti, mas sim, agora… um pouco mais moderna, sem um platonismo? Após tantos anos, não sei se ainda o conheço, e talvez seja esse o motivo pelo qual cultivo tanto amor por você. O fato de não conhecê-lo! É maravilhoso sonhar todas as noites com os lábios mais macios e sensuais, com o toque mais formidável e com as palavras que jamais direcionaria a mim com sinceridade se não fosse um sonho, planejamento idealizado pelo fato de não ter de você, conhecimento necessário para saber que jamais diria essas coisas tão românticas, talvez também, profanas, que cabem tão belamente à minha imaginação! O que diria você dessas palavras que escrevo-lhe tão ardidamente?! Jamais haverei de saber? É triste, muito, muito triste. Por que nunca, jamais, em nenhuma outra circunstancia fui tão sincera!

Carinhosa e apaixonadamente, Constance.

Previsível por ser Constante?

Julho 25, 2011 § Deixe um comentário

Amado Oscar,

Mais uma vez escrevo-te, sim meu amor, meu querido, escrevo-te por que sinto saudades, sinto mais a sua falta do que posso sentir, por isso, escrevo. Espero que de alguma forma possa ler meus escritos, de alguma forma, eu espero que receba essa mensagem e tenha conhecimento do meu amor por você que é manifestado com um pulsar retumbante de meu coração sempre que de ti me lembro. Ora e faço questão de procurá-lo em todos os lugares, o tempo todo e por isso, faço de minha rotina sentir a sua falta. Quando hei de encontrá-lo? Se eu estou aqui, por aqui há você de estar em algum lugar, de alguma forma, há de procurar-me e se possível, sentir minha falta tanto quanto de ti eu sinto. É importante para imaginar que o sinta, do contrário, posso morrer, sinto que posso! E se pronuncio essas palavras, bem sabe da facilidade que as tenho em fazê-lo, pois “o segredo do amor é maior que o segredo da morte” . E morrer é absurdo, mas é demasiadamente prático e previsível fazê-lo, não há segredos na morte, se há, é um segredo sem estímulos, todos o conhecerão. Já o amor, é algo tão raro, tão incompreensível e por isso tão desafiador e encantador. Sinto-o por você e isso me o suficiente para querer acreditar que existe motivos para tal.

Com amor, Constance.

O platonismo é a única forma de amor possível a um artista. por Constance, constantemente saudosa.

 

Cartas ao Oscar

Julho 1, 2011 § Deixe um comentário

Por que o estimo? Oh, o amor é de fato uma coisa valiosa, valiosíssima, na verdade! Maior é o seu mistério que qualquer outro! Mesmo após tantos anos, prevalece em mim uma espécie de respeito e admiração apenas a pronunciação do seu nome. Quem foi você, ou o que o era para mim? Seja lá o que havia sido, ainda existem vestígios. Perdoe-me se soei rude em minhas palavras, prometo encontrar-me com você em breve, talvez em um sonho ou em uma página de um livro, por que sei que sua influência está exercida sobre mim de foma acentuada, é inegável!
Tenho medo de estar soando demasiadamente tola, mas a verdade é sempre muito profunda para ser compreendida, automaticamente acaba por receber o título de mentira… e isso é tão profano!
Gostaria de poder esperar respostas suas, mas sei que poderei encontrá-lo um dia, e com a irreverência que me fascina, me fará apaixonar-me novamente…
E se assim o vejo por minha simples ignorância em desconhecer demasiados autores, por que em meio aos tantos poucos que conheço, você se destaca nessa forma de platonismo? Sim, devo eu assumir minha tendência ao platonismo de forma extremista  e muito organizada, sendo classificada em gêneros, mas isso não é assunto para essa carta, o que devo dizer é que penso estar enlouquecendo, de qualquer forma, vou terminar a carta por aqui, por que imaginação, por algum motivo (ou simplesmente por falta de motivos) já parou de processar a ideia.

Saudosamente, Constance

O Mau do Século

Junho 30, 2011 § Deixe um comentário

“Onde você esteve esse tempo todo? Quantos anos você tem exatamente? Sua vida não reflete no brilho dos seus olhos.  Por que tudo em você parece artificial, no entanto, é só olhar para as partes que em você são evidentemente verdadeiras para notar que existe algo de errado.
Nos seus olhos não existe o brilho da jovialidade, nos seus atos não existe o impulso desejoso ao novo. Nas suas palavras não existem a arrogância patética e sem nenhum fundamento que tanto ilustra os jovens. No seus medos não existem perigos. E nas suas preocupações não existe um vestígio sequer de perspectiva.
Por que garota, por que? Por que tantas vezes você insiste em tomar esse ar sensato tão enfadonho? Por que você insiste em desprezar a jovialidade que existe em você? Por que seus sonhos morreram se nas suas veias ainda pulsa um sangue tão vivaz!
Pare um pouco, tenha um pouco mais de perspectiva para com você mesma, por que os livros que você escreve não são sua vida e os seus personagens não são e jamais poderão ser você!
Por que? Por que sente mais prazer em criar um personagem a ser você mesma? Por que vive em inércia e por que seus sentimentos são tão voluntários?!
Por que sente medo de ficar sozinha… Por que isso é o que mais dói. Estando sozinha não tem controle da insanidade, com pessoas por perto, ao menos você tem algo no que pensar.
Não seja tão formal, você não precisa disso. Deseje mais! Por que você não deseja?! Anseie mais, por que você não busca a nada?! Relembre mais! Por que nada mais para você faz diferença?! Generalize menos! Por que acredita que tudo é sempre igual?!”

“Todas as flores são cheirosas e todas elas murcham no final. Não quero olhar para nenhuma delas novamente. Só aquela murchou mais ainda é perfumada! É o mau do século, eu jamais vou me recuperar eu preciso desse platonismo! Deixe-me, imploro-te, não questione, não quero responder! É um sentimento, é a minha alma, minha essência, algo vivo do qual não tenho domínio! Portanto, não questione-me! Eu mesma não acredito em mim quando falo com ele… Onde está a pessoa tão calculista, intolerante e cética de quem você tanto fala quando eu estou com ele?! Eu mesma gostaria de saber, mas sempre à presença dele, sou tomada. Nem mesmo com todas as palavras do mundo expresso a minha angústia nestes momentos, não há nada que eu possa fazer, nem fingir! Ele conhece meus sorrisos, conhece meus gestos. Quando estou com ele, quero correr, fugir dessa sensação, fugir das lembranças tão dolorosas pela certeza de serem apenas lembranças… mas não posso ele me toma sem fazer nada. Me toma, me encanta, rouba minha alma e me concede sentimentos que desconheço! Rouba-me, ambiciona-me sem mencionar!”

Beirut, aquele som que parece vir da França, e outras pessoas…

Junho 18, 2011 § Deixe um comentário

Cherbourg
And a fall from you
is a long way down
I’ve found a better way out
And a fall from you
is a long way down
I know a better way out

Well it’s been a long time
since I’ve seen you smile
Gambled away my fright
Till the morning lights shine

Sunday morning
only fog on the limbs
I called it again
what do you know
And I filled our days
with cards and gin
You’re alight again, my dear

I will lead the way, oh, lead the way
When I know
And I’ll sleep away, oh, sweep away
What I don’t
Well sieze the way, oh, sieze the way
No, I won’t
I will lead the way, oh, lead the day
When I know

Já não faz tanto tempo que Beirut toma parte significativa dos meus sentimentos. Algo intenso, algo mais que “ouvir uma música”, sempre. Quer eu queira ou não. Quer eu note ou que não.
K,
Logo nos primeiros dias, enquanto eu esperava horas apenas para ver-lhe um sorriso. Ás vezes, eu pensava em fugir, para um lugar onde eu pudesse me conformar. Mas o som da sua voz me chamava, mesmo que eu não quisesse. E assim, perdi o meu tempo, esperando por um sorriso que não me pertencia, esperando por um platonismo destinado a ser a ser, para sempre, um platonismo patético. E mesmo que eu implorasse ou buscasse nas mais profundas esperanças, o que você havia para me dar se não vazio? O que guarda seus lábios rubros se não beijos e nada mais? O que guarda seu corpo quente se não um abraço e nada mais? E agora eu já não posso mais acreditar no inexistente, eu já não posso mais acreditar no inexistente, eu não posso acreditar em mais nada vindo de você. Só o que eu te pedi foi amor e você me veio com seus beijos e abraços quentes, tão monótonos.
por Constance, constantemente desiludida

Where Am I?

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