Oscar e Bosie

Abril 8, 2012 § Deixe um comentário

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Oscar Wilde Trial

Março 8, 2012 § Deixe um comentário

Cartas ao Oscar

Fevereiro 3, 2012 § Deixe um comentário

Meu caro,

Eu não queria escrever-lhe esta carta, mas necessito fazê-la, do contrário sinto que o acúmulo de todo esse sentimento seja capaz de conduzir-me ao mais profundo túnel da desolação. Hoje, depois de muito tempo, venho escrever-lhe e a sua preocupação não deve girar em torno dos motivos que me levam a escrever-lhe e sim os motivos pelos quais permaneci em silêncio por tanto tempo. Pode-lhe parecer estúpido, mas evitei o contato propositalmente, você bem sabe o quanto a rejeição me apavora, e escrever-lhe com a clara ideia de que não obterei respostas é muito frustrante para não dizer doloroso.

Esta manhã, tudo pareceu tranqüilo, o sol estava muito forte como raramente costumávamos vê-lo, lembrei-me de quando íamos ao parque, de como sorria nosso pequeno Cyril e tão logo me senti mal o suficiente para querer que todas essas coisas jamais tivessem acontecido. Não foi preciso muito mais tempo para que eu me mortificasse sobre tal pensamento, voltando à mim mais uma agonia, minhas languidas saudades!

A cada pensamento, a cada reflexão, tenho a mais clara ideia de que tudo o que se passou é tão palpável quanto os meus sonhos, mas que mesmo assim, esses sonhos me parecem ainda mais reais que a realidade que vivo. Sinto-me viva por uma questão insólita, não existe mais nada o que fazer, não existe mais nada o que esperar, o que havia para ser vivido, esperado, já aconteceu e hoje de tudo perdeu-se o valor, apenas o que me resta é a mórbida lembrança de tudo o que houve e não pode ser revivido, alterado. Se ao menos tudo tivesse acabado naquele momento!

Minha alma não mais espera poder viver ao seu lado, não, já me contentei com o contrário e muitas vezes sou bem realista quanto a esse ponto (seja lá o que realista queira dizer), e da mesma forma como desejo abandonar todas as lembranças passadas apenas para não mais sofrer em nome do passado, temo em dizer que minha única felicidade esteja em recordar o que tenho de ti.

Não tenho mais nada o que dizer, creio que eu não possa ter ainda mais o que dizer. A minha forma de amor por você, permanece a mesma, terna e silenciosa, seu amor por mim, posso sentir a sua sinceridade, mas ela jamais desfará o sofrimento que carrego e é somente por este sofrimento que pude identificar suas origens até mesmo hoje.

Termino por aqui esta simplória e ainda sim intensiva carta, sem esperanças de que você a leia, sem esperanças de que um dia eu possa obter alguma resposta, sem esperanças de com ela reavivar alguma sensação passada e perdida, apenas escrevo porque me é o que parece sensato fazer, e por que sinto que se o fizesse, acabaria perdendo-o, e a sua lembrança dentro de mim por pior que seja, é a única coisa que tenho, prefiro conservá-la a perdê-la.

Com todos os meus saudosos sentimentos, Contance.

Bosie e Oscar, ilustração baseada em fatos reais

Fevereiro 3, 2012 § Deixe um comentário

Como obter complexo de inferioridade

Fevereiro 2, 2012 § 1 Comentário

Pelo menos isso não funciona comigo.

Quem é Constance

Fevereiro 2, 2012 § Deixe um comentário

-Constance, minha cara, você deve correr mais rápido, do contrário, jamais alcançará o fim de sua consciência.
-Sei disso, sei muito bem, e gostaria que soubesse o quanto odeio quando trata de frisar este assunto.
-Frisar? Você chama frisar aquilo que outras pessoas fazem por você apenas por que a estimam e gostariam que não cometesse demasiados erros novamente e novamente?
-De que outras pessoas você fala? Por favor, não toque mais no assunto, quanto mais “frisado” ele fica, mais patético ele me parece.
-Você tem certa sociopatia em conversas abertas!
-É justamente a abertura que me incomoda. Costumo tratar com frequência destes assuntos, mas apenas com a minha consciência.
-Constance, agora você me ofendeu! Me ofendeu profundamente, sinto-me… rejeitada!
-Não fale em rejeição, nada me deixa mais deprimida e revolta que a rejeição, evito-a de todas as formas possíveis!
-Deve então, morrer. Ninguém mais a rejeita se não você e é a sua rejeição tão intensa que projeta as demais para a sua consciência, ora, ela tão maleável!
-Você sabe demais! Menos do que eu gostaria, mas muito mais do que sei!
-Voltou-se a falar como Oscar Wilde! Agora sim, estou tremendamente perdida e afogada em rejeição!
-É inconsciente quando o faço.
-Consciência, inconsciência, rejeição e o rejeito a si próprio! Já não faço ideia sobre o que falávamos!
-Sinto que o melhor a fazer é deixar de lado o assunto, vamos rejeitá-lo e falar do sol, que esta manhã está agradabilíssimo! Sabe quem o adoraria? Meu querido Oscar, oh, se ele pudesse estar aqui entre nós agora…
-Creio que ele está, muito mais do que podemos imaginar, mas está em excesso entre nós.

Where is my cigarette?

Fevereiro 2, 2012 § 1 Comentário

Where Am I?

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