Hjartað Hamast

Outubro 14, 2013 § Deixe um comentário

O coração golpeia,
Como sempre, mas desta vez
Fora do ritmo com o tempo
Perdido e esquecido em casa
Prestes a explodir pelo nariz
Volto-me ao suor das cobertas
Observo a ferrugem que cresce em mim
Que come lá embaixo da concha
Eu paro em pé, tonto / atordoado
Eu me esfarelo
Ando em círculos
Ando após mim mesmo
Tiro toda minha roupa
E completamente nu
Acordado mas posto para dormir
Eu não durmo nem o mínimo

 

Refrão:
Eu falo alto e viajo por dentro de mim mesmo
Vasculhando procurando por vida por um instante que seja
Fico parado em meu lugar
Com a esperança como amiga e ganho um tempo
Procuro por um começo perfeito
Mas ele se torna um desapontamento

 

O coração pára
Não se mexe
Eu insiro um marcapasso (que engulo e escondo)
Encontro um cabo de ligar (e me ligo)
Vejo tudo dobrado (duplo escuro)
Falha do sistema (o cérebro recusa)
Continuo a procurar (…)
Incontrolável (informação)
Eu tenho que alimentar (me alimentar)
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Anoushka Shankar

Outubro 5, 2013 § 1 Comentário

 

 

Vale a pena ouvir

Maio 31, 2013 § Deixe um comentário

I am a lost cause

Maio 15, 2013 § Deixe um comentário

It’s only lies that I’m living
It’s only tears that I’m crying
It’s only you that I’m losing
Guess I’m doing fine

Dia 11 de Abril de 2013

Abril 12, 2013 § Deixe um comentário

Era um barzinho confortável, desorganizado da melhor forma. Fechado com as portas destrancadas, qualquer um poderia entrar pra se fechar ali dentro. Cheirava a gente e movimento, tudo era vivo naquele lugar. Até as poucas cadeiras de madeira pareciam um atrativo pra gente por perto. A banda e os instrumentos já estavam ali, num canto. Os instrumentos em silêncio enquanto a gente toda conversava, fumava, discutia: uma evangélica defendia a sua alienação com argumentos camuflados em um vocabulário que incrivelmente não era assim tão ruim, mas automático. Havia espaço e calor. Conversei com uma música que estava por ali, tinha o sorriso mais simpático que eu já vi e aquilo me comoveu. Geralmente são as coisas mais pequenas nas pessoas mais simples que me fazem continuar tendo curiosidade e interesse nessa gente nova e cheia de particularidade. Não me venha com ideias monstruosas, não me venha com pretensões extensas, me venha apenas com um sorriso sincero e uma promessa de interesse mútuo e eu estarei entregue: num sorriso tão bonito ela me contou seus demônios passados. As pessoas ali pareciam todas cobertas dessa simplicidade exuberante, naquele momento, dentro daquele lugar, éramos todos um só, os que chegaram tarde e os que trabalhavam ali há anos, nos identificávamos pelo mero interesse comum em estar ali.

A primeira banda se ajeitou pra tocar. Alguns voltaram de seus jantares rápidos e improvisados, um aquecimento para o que viria a seguir, outros largaram uma conversa no ar. Os ouvidos atentos de todos procuravam um sinal, eles subiram no palco. Os instrumentos eram os únicos que falavam, em todo o canto, nem mesmo a poeira se mexia, receosa. A troca de papéis. Era um transe comunitário. Todos sentiam o mesmo fascínio manifestado individualmente no refutar dos sopros: uma flauta transversal, dois saxofones, um oboé, uma flauta doce, uma shinai, uma hulusi e um clarinete. Em cima do palco uma festa de improviso, os músicos ou seus instrumentos independentes conversavam entre si e nós captamos o que não é transigível. Os instrumentos ora gritavam, ora sussurram. Uma transferência só. De várias sensações, a eterna expectativa.

Finda apresentação, todos, incluindo os músicos mergulham numa atmosfera ainda pulsante. Sem reação ou com reação demais para uma manifestação prática, sopramos para dentro. O músico do sax e das flautas exóticas nos faz um breve parecer sobre as palhetas e dados culturais. Tudo muito bom, e os instrumentos voltam para os queises, e nós nos voltamos para os nossos cigarros, bebidinhas e comentários. A próxima banda se prepara e nós, do lado de cá, nos preparamos também.

Dessa vez são dois saxes, uma bateria e um violoncelo. Violoncelo que por muitas vezes reza o místico e volta com a maior das agressividades. É algo tão intenso quanto uma ferida e eu imagino que qualquer um capaz de apreciar aquilo é também muito capaz de apreciar a dor em tudo o que ela tem de mais belo e em tudo o que ela tem de mais pungente e sublime. Não há muito mais a se dizer aqui, o que houve naquele espaço é definitivamente o tipo de coisa que não se diz, que não nos dá esse espaço e que eu me atrevo. Como era conveniente a partir daí as improvisações giraram em torno de um jazz ou talvez não, a improvisação nos dá essa chave do indecifrável pra uma porta sem nome. Voltei para casa à pé. O mundo de ideias em mente. O contato com gente, eu me sentia bem. Um homem corria na praça em plena madrugada, só me perguntei por que ele estava usando um boné, talvez gostasse, só isso, nenhuma função prática.

Fiquei pensando na intensidade. Senti falta de alguém onde eu quase me sufoquei, mas eu ainda estou respirando e satisfeita. Depois de amanhã quem sabe… são diferentes formas de transe que me transportam de diferentes lugares para uma mesma aspiração.

 

Retirado do meu diário.

Vale a pena ouvir

Abril 5, 2013 § Deixe um comentário

Sei que o título parece pretensioso, não é que, de fato, valha mesmo a pena ouvir as músicas que eu posto, mas eu gosto muito delas.

[“If you are aware of a state which you call ‘is,’

Or reality, or life, this implies another state called ‘isn’t.’
or illusion, or unreality, or nothingness, or death.There it is, you can’t know one without the other.
And so, as to make life poignant,
It’s always got to come to an end.
That is exactly, don’t you see, what makes it lively.
Liveliness is change, is motion.
And motion is going ‘nnnnnnneeeeeaaw!,’ like this,
See, they fall out.
You can see you are always at the place where you always are,
Only, it keeps appearing to change.”]

Nothing ever keeps you safe for sure 

No one ever dug down so far
We go
Where heroes dropped their bones outside
No one ever knew I made it
No one ever

Oh, bury us alive
Oh, bury us alive
Oh, bury us alive
Oh, bury us alive

Believe
Nothing ever rose up
Gone to see you through
No one even noticed
‘Till I crawled in slow 
A new world clouded out the sun
No one even lives (Place a touch of
Death to set me free)

Vale a pena ouvir

Março 24, 2013 § 1 Comentário

Só pra dar um pouco de colorido e animação nesse bloguezinho cinzento. Beck Hansen é a única coisa que eu tenho ouvido nesses último dias e ao vivo ele é ainda melhor.

Where Am I?

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