Expectativa Inversa

Outubro 14, 2013 § Deixe um comentário

Eu sei que já agora eu estou fazendo parte do processo inverso de um fluxo constante. Eu sinto que estou voltando para onde saem todas as coisas sem a razão justificável para o desastre. Existe a estabilidade aqui, agora, para tudo o que não pode se manter por fora à consciência. Estou sentindo minhas inflamações explodirem, cada uma delas, uma certeza inominada. Estou possessa da própria carne. Fiz do meu corpo o santuário de uma religião desconhecida. Me enterrei em mim pelos sentidos. E você, mil vezes, veio me  trazer flores. Ainda não sei que parte de mim está morta,

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Vale a pena ouvir

Abril 5, 2013 § Deixe um comentário

Sei que o título parece pretensioso, não é que, de fato, valha mesmo a pena ouvir as músicas que eu posto, mas eu gosto muito delas.

[“If you are aware of a state which you call ‘is,’

Or reality, or life, this implies another state called ‘isn’t.’
or illusion, or unreality, or nothingness, or death.There it is, you can’t know one without the other.
And so, as to make life poignant,
It’s always got to come to an end.
That is exactly, don’t you see, what makes it lively.
Liveliness is change, is motion.
And motion is going ‘nnnnnnneeeeeaaw!,’ like this,
See, they fall out.
You can see you are always at the place where you always are,
Only, it keeps appearing to change.”]

Nothing ever keeps you safe for sure 

No one ever dug down so far
We go
Where heroes dropped their bones outside
No one ever knew I made it
No one ever

Oh, bury us alive
Oh, bury us alive
Oh, bury us alive
Oh, bury us alive

Believe
Nothing ever rose up
Gone to see you through
No one even noticed
‘Till I crawled in slow 
A new world clouded out the sun
No one even lives (Place a touch of
Death to set me free)

Às varejeiras

Fevereiro 17, 2013 § 1 Comentário

Desde que o meu blog morreu e vem a esporadicamente soltar seus fluidos, encontram-se aqui algumas pequenas mosquinhas varejeiras que tratam de acompanhá-lo. Eu, postumamente, agradeço a todas elas e seus barulhinhos que tanto me agradam em suas funções sugar aquilo o que eu chamo de biologicamente inevitável.

Passo agora por um período de transformação, algo que vai muito além de um estado de decomposição físico, me destransformo psicologicamente para não mais ser só vida, Oscar Wilde, suspiros e raiva, me transformo agora também em carne podre, Henry Miller, Augusto dos Anjos e paixão pelo rancor e a fome.

Agora, eu estou cega, completa e intensamente. Tateio os meios pelos quais eu posso chegar até aqui.

Me acompanhem, minhas mosquinhas, que para vocês eu sou toda cheiros, fluídos, proteínas, gorduras: Alimento! Sugam de mim tudo o que quiserem, que tudo de mim, eu as darei por que me é necessário.

Por Constance, constantemente viva por que está agora morta.

Cadáver

Fevereiro 7, 2013 § 3 comentários

Para os pobres diabos que ainda fazem questão de seguir a um blog morto e já afogado em fluídos mal cheirosos, aqui vai mais uma manifestação da parte de um cadáver, nada mais que o movimento ocasionado por um gás provinte de um acumulo de bacterias e suas ações famintas. Um pouco de ar que resta nos pulmões expelido para fora, dando a breve sensação de um suspiro, um pouco de atividade mórbida e natural.
E nada mais.

Depois de Uma Tragédia Induzida

Setembro 4, 2012 § 2 comentários

Segunda-feira, nove horas da noite. O silêncio predomina sobre a casa e isso é raro. O clima de morte, anteriormente, costumava ser barulhento. Berros, pancadas e o barulho da tevê. Só hoje, tudo é silêncio.

Me sento no computador com uma mistura de ansiedade e tédio. Nenhuma reminiscência da noite anterior. A corda na escada já foi removida. O individuo permanece na UTI. Sua mãe, já velha e cansada, decidiu dormir mais cedo. E a torrente de inspiração que me assaltara, permanece adormecida, e é agora, em seu sono calmo que escrevo.

Vivo com completos estranhos. Indiferentes à mim e a minha realidade. Se não o são, os faço ser a meu proveito.

Por Constance, constantemente vivenciando acontecimentos inspiradores.

Nada além daquilo que remete ao meu estado de espírito

Abril 8, 2012 § Deixe um comentário

Already Dead – Beck
Time wears away
All the pleasures of the day
All the treasures you could hold
Days turn to sand
Losing strength in every hand
They can’t hold you anymore
Already dead to me now
‘Coz it feels like I’m watching something die
Love looks away
In the harsh light of the day
On the edge of nothing more
Days fade to black
In the light of what they lack
Nothing’s measured by what it needs
Already dead to me now
‘Coz it feels like I’m watching something dyin

Quem é Constance

Fevereiro 2, 2012 § Deixe um comentário

-Constance, minha cara, você deve correr mais rápido, do contrário, jamais alcançará o fim de sua consciência.
-Sei disso, sei muito bem, e gostaria que soubesse o quanto odeio quando trata de frisar este assunto.
-Frisar? Você chama frisar aquilo que outras pessoas fazem por você apenas por que a estimam e gostariam que não cometesse demasiados erros novamente e novamente?
-De que outras pessoas você fala? Por favor, não toque mais no assunto, quanto mais “frisado” ele fica, mais patético ele me parece.
-Você tem certa sociopatia em conversas abertas!
-É justamente a abertura que me incomoda. Costumo tratar com frequência destes assuntos, mas apenas com a minha consciência.
-Constance, agora você me ofendeu! Me ofendeu profundamente, sinto-me… rejeitada!
-Não fale em rejeição, nada me deixa mais deprimida e revolta que a rejeição, evito-a de todas as formas possíveis!
-Deve então, morrer. Ninguém mais a rejeita se não você e é a sua rejeição tão intensa que projeta as demais para a sua consciência, ora, ela tão maleável!
-Você sabe demais! Menos do que eu gostaria, mas muito mais do que sei!
-Voltou-se a falar como Oscar Wilde! Agora sim, estou tremendamente perdida e afogada em rejeição!
-É inconsciente quando o faço.
-Consciência, inconsciência, rejeição e o rejeito a si próprio! Já não faço ideia sobre o que falávamos!
-Sinto que o melhor a fazer é deixar de lado o assunto, vamos rejeitá-lo e falar do sol, que esta manhã está agradabilíssimo! Sabe quem o adoraria? Meu querido Oscar, oh, se ele pudesse estar aqui entre nós agora…
-Creio que ele está, muito mais do que podemos imaginar, mas está em excesso entre nós.

Where Am I?

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