Domingo e Chá

Junho 24, 2012 § Deixe um comentário

Domingo à tarde, sozinha, escrevo, bebo chá e escuto alguma balada tristonha para me inspirar. Excepcionalmente gostaria de citar a respeito do chá, especial, especialíssimo e o qual faz juz a minha temporada no País das Maravilhas.

Á Festa do Chá

Agosto 11, 2011 § Deixe um comentário

Tenho que confessar que no meio da correria do dia-a-dia, café obrigatoriamente virou minha bebida número um, não por preferencia, por necessidade. Tive um tempo livre para relaxar no meio de semana o que me libertou dessa abstinência, o que possibilitou tomar uma xícara maravilhosa de chá antes de dormir, e ao chegar do trabalho. Me senti inspirada, então fiz uma festa do chá particular! Eu, minha xícara e minhas palavras… !

Em cima disso, decidi fazer a minha própria descrição da Alice, como tanta gente já o fez! Mas pareceu-me tão deliciosamente divertido que não resisti!

Alice era uma garota crua, fria, calculista. As bochechas rosadas e cheias de sardas, ocultavam todos os seus traços e ela mal sorria. Talvez por falta de hábito, talvez por que o peso das bochechas a impedisse. Tinha o cabelo enorme, repleto de cachos ruivos. Prendia-o com um lenço no topo da cabeça, assim como há de ficar uma tiara, para que não lhes caíssem aos olhos, que eram tão azuis quanto pode-se ser o mar visto da lua. Usava um vestido branco, repleto de bordados, rendas e gomos. Os pés descalços caminhavam pelo gramado, enquanto sua irmã lia um livro encostada à uma árvore, sem notar sua presença. O ar entediado, saía de sua respiração a cada bufada impaciente, o que era constante, dando-lhe o ar de criança mimada e consecutivamente amarga.  A verdade é que Alice não era curiosa, não era corajosa nem perseguidora de coelhos brancos. Só era uma menina chata demais para ter amigos que fossem reais.

Quem não é Constance?

Julho 31, 2011 § Deixe um comentário

Estando em casa, sem uma lista imensa de afazeres que me sufocam, sinto que fico muito mais sensível a uma série de sentimentos. Sinto que tenho muito mais liberdade para ser eu mesma e não só  aquilo que querem que eu seja. A constante rotina movida a necessidade e não ao interesse me mata, tira de mim a minha essência, a minha depressão e até o meu compreendimento das coisas que jamais compreenderei e por isso me são tão interessantes. Me vejo dentro de tempos muito difíceis, mas, ao contrário do que sempre foi, é uma luta interna, uma rejeição de mim por mim mesma. Gostaria de saber melhor quem sou, o que quero ser. Gostaria de viver mais dentro de mim, de conhecer-me melhor. Gostaria de parar o tempo a minha volta e apenas andar… sem rumo. Hoje, sozinha, um dia de mim mesma, um dia de dormir, ler, pensar, cantar, beber o meu chá, dormir, chorar e tantas outras coisas mais, coisas feitas com dedicação total e em total relação comigo mesma. Em dias como estes, onde tenho liberdade para pensar, me vejo mais de perto e percebo que tudo não passa de uma questão de crença. Eu me tornei uma pessoa tão incrédula que o momentâneo me é importante por simplesmente não significar nada depois que aquele momento acabar. Me tornei tão incrédula que só sou capaz de chorar ou me comover com um romance escrito, ou com a história de qualquer personagem que não tenha nenhuma correlatividade com o meu “eu” real. Sou uma centena de coisas, sou incontestavelmente um poço de sentimentos e ideias, mas no meio de todas elas, não deixei nenhum mínimo espaço para mim.

Mulheres Modernas

Junho 5, 2011 § Deixe um comentário

Sophia: Vejo que trocaram a decoração do jardim por completo, está agradabilíssimo! Adoro, de fato, poder tomar chá sentindo o aroma das flores… Sinto-me completamente apaixonada na primavera! É claro, isto é completamente verdadeiro. Faço jus de minhas palavras deixando de gostar de Benjamin em certas temporadas e amando-o fervolamente em outras.

Ludynnie: (Sorrindo divertidamente) é mesmo? Oras, isto é algo que não consigo fazer papai e David. Odeio papai por completo em todas as estações do ano e amo terrivelmente David em todos os meus segundos.

Sophia: Daí tira-se um perfeito equilíbrio! Odeia seu pai por não aceitar David e ama David por não ser aceito por seu pai. O meu caso é, sem dúvidas, distinto. Não tenho ninguém para odiar, tampouco, amar. Benjamin é meu noivo desde que tínhamos seis anos e eu preciso praticar meus sentimentos organizando-os em temporadas, se me esqueço, acabo virando uma mulher moderna, cruzes!

Where Am I?

You are currently browsing entries tagged with Chá at Old Consciousness.