Jónsi e Björk

Setembro 17, 2014 § Deixe um comentário

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Nunca o bastante, imagino o que eles conversam e se conversam em islandês entre eles, se são bons amigos ou só admiradores. Imagino se o rosto da Björk se contorce em um sorriso ironico ou um olhar de indignação.  Acho que o sonho da minha vida ainda é ver (ouvir), um álbum feito só pelos dois.

Por Ora…

Maio 13, 2013 § Deixe um comentário

Eu estou sentindo o tempo passar como areia lenta queimando os meus olhos. Vivo na letargia da espera por algo que eu não aguardo. Minhas dores se aliviaram, minhas ambições morreram, minhas vantagens aguardam, minhas mãos estão livres. Tudo esvoaça a minha frente como açúcar molhado. A água molha os meus pés, deixo até que os abraços durem mais, mais beijos, mais memórias, mais vida na minha existência, milhares de explosões silenciosas  Até mesmo a dor é calma, até mesmo a agonia é calma, até mesmo a violência é calma.  Por ora, sem medo, sem aflições, sem precipícios.

Estou calmamente bem,
lentamente feliz.

O Desprezo

Setembro 10, 2012 § Deixe um comentário

Eis que existem tantos a quem desprezo

Nesse desprezo sei que sou também mutuamente desprezada

Não me importa, ora, orgulho-me de ser, então, por eles desprezada

Apenas o que não sou, não posso ser, jamais serei e peço, matam-me e se um dia o for: aquilo o que tanto desprezo

Representação incrédula

Abril 28, 2012 § Deixe um comentário

Sorri. Me distanciei com o olhar e me aproximei com os lábios. Uma palavra é tudo, e honestidade é puramente aquilo o que ninguém levará a sério. É muito mais fácil passar para o próximo ato se conseguir convencer a todos de que isso tudo é uma peça. O único mal do homem é o desespero e represento isso com um sorriso alto. Talvez até dois. Vivenciando e vivendo com a perspectiva do fim, nada pode ser mais triste, nada pode mais fácil. As falsas demonstrações são as que repelem, no entanto são as mais crédulas. Beijos e sorrisos, você pode, desde que haja sentimentalismo honesto e cômico em tudo aquilo o que remete aos seus mais ínfimos atos. A atuação é um dom concebido àqueles que convivem com os quem são incapazes de distingui-lo entre a sinceridade emocional. No fim, todo espetáculo, por mais grandioso que o seja, acaba.

Pensamentos aleatórios

Março 16, 2012 § Deixe um comentário

Espero ansiosamente pelo dia em que a minha vida será relatada através de um filme como aqueles que tanto admiro: a história em si não é boa, mas os personagens sim. Existirá aqueles traços constantes, a repetição de uma cena ou estilo, e não será poupado o orçamento para com o zoom. Tentaremos compensar economizando em figurinos, eu mesma não me importo de aparecer sempre com a mesma roupa, acho até mesmo que esse tipo de coisa é bem interessante, logo eu veria ao andar pela rua, uma série de outras garotas tentando imitar o meu casaco de couro que lembra alguma coisa faroeste ou ainda a minha blusa verde um tanto hippie. A trilha sonora ia ser só vertigem.

A verdade é que costumo me apegar demais as coisas que que fazem parte de cada momento em especial. No momento, sou tão Oliver Tate quanto fui Constance na minha época “Oscar Wilde”. De fato, eu queria poder viver tudo o que eu sinto, e como a única fonte que sucumbe a esses meus tais desejos é a imaginação, a leitura e a escrita, lá vou eu viver pela arte de me perder, até porque agora, mais do que nunca, estou tendo grandíssimo contato com a arte, e acho que isso deve ser aproveitado, nem que seja para me tornar ainda mais perdida e delirante, é pela primeira vez, que me sinto consciente desse estado, o mundo ganhou novas cores, talvez vermelho e dourado especificamente.

Gratificações

Janeiro 23, 2012 § Deixe um comentário

Estupefata, desci as escadas com um sorriso inspirado. Uma emoção corria por entre aquilo que eu denominava “processo criativo”, algo comparado à vida àqueles que estão à beira da morte, mas se sentem levados, de súbito por um embalo místico. Devo gratificações a tantos! No entanto, é incrível como determinados pontos imperceptíveis são capazes de me realçar tal sensação. Num determinado segundo tudo se faz diferente, tudo aquilo que se faz desnecessário, passa a ser crucial, e é justamente à tais banalidades que sou grata, entre elas, a curiosidade, a pertinência.Especificamente refiro-me à alguém cujo os incentivos foram direcionados sem grandes preocupações ou sem a determinada relevância, no entanto, mesmo que obliquamente determino essa importância agora que ela me é tão explicita em centenas de sentidos. Agradeço às suas palavras gentis, à sua estonteante maneira atenciosa e prestativa. Havendo oscilações tanto em meu humor quanto a minha conduta, suas palavras jamais deixaram de ser preciosas. E se agora escrevo, apaixonada, emocionada, no entanto sem um motivo especificamente doloroso, tanto a devo!

E então, deixei-me ser movida pelo âmago daquela inspiração tão pura para escrevê-la singelas palavras, que são no nosso meio, a forma mais intensa de manifestação sentimental depois de um abraço, ou talvez menos, afinal, eu sempre aceitaria um abraço, e mesmo que eu possa dizer tais palavras a outras pessoas, sei que o seu abraço me faria mais feliz que muitos outros. Mas, se com palavras nos aproximamos, então serão com palavras que irei demonstrar tão afeição e se caso não o fiz anteriormente é simplesmente, minha cara, porque eu precisava de um estado de espírito digno de tudo aquilo o que você já me proporcionou.

Descidas as escadas, sentei-me e pus-me a escrever, pois são com palavras que um escritor pode demonstrar seu mais profundo sentimento, no meu caso, mais do que nunca, verdadeiros sentimentos, você me conhece, nada me leva à escrita senão fortíssimo sentimentalismo movido a uma causa, no momento, minha causa é você. Se ainda houver dúvidas quanto “as palavras”, pois bem, posso dar a elas ainda mais valor, afinal, quem me fizera abandonar todos os desejos de morte se não você e apenas com meras palavras? De tantos desejos, seja pelo valor de uma conversa banal ou pela verdadeira seriedade da coisa, quando falamos sobre a morte ela parece ainda mais interessante do que quando teve, de fato, um propósito.

E não vem apenas da morte ou de assuntos mórbidos os nossos mais intensos meios de aproximação, a verdadeira essência dessa amizade vem de dentro, do antagonismo que se agarra e se mostra tão interessante de se colocar em prática.

Eu não espero que a nossa amizade dure para sempre ou que, tampouco seja feita apenas de bons momentos, eu desejo isso, é claro, mas não espero que assim o seja. Eu espero que possamos compreender uma a outra até mesmo nos momentos mais desagradáveis, até mesmo nas mais infindas discussões (caso um dia elas venham a ocorrer, por se sabe qual motivo). Eu espero sempre ter de você a mais felicita lembrança, mas acima de tudo, neste momento, espero tê-la atingido com as minhas palavras, espero que elas tenham causado em você o sentimento que me atinge ao lembrar de você para escrevê-las, minha caríssima e preciosa amiga.

Reflexões na chuva

Janeiro 1, 2012 § Deixe um comentário

A chuva caindo fina e silenciosa bate na janela da minha sala. Estou sentada no sofá, uma música toca no fundo, é um ritmo lento e intenso, minha cabeça gira em torno de ideias sem nenhum fundamento. Eu queria fugir agora, mas até mesmo a fuga corre de mim. Olho para o céu pálido, com um suspiro encaro a realidade dos meus sonhos, eu jurei me desapegar a eles também, mas eles não desapegam de mim, ainda sinto falta de um sorriso direcionado à mim. Pode parecer bobagem, sim, é uma grande bobagem, mas sinto falta das grandes bobagens, sinto falta daquelas risadas no dia frio, de abraços quentes, de lágrimas pesadas. A chuva intensificou, parece agora cobrir a cidade com sua melancolia vertiginosa. Entre nós a semelhança da vazies de propósito e beleza da profundidade. A mesma chuva que temos aqui, temos também em toda parte. Um dia eu vou ir embora para bem longe, aqui vai restar alguma coisa de mim? A minha vontade de fugir tinha o princípio de abandonar a tudo, inclusive uma parte de mim que ficará aqui e que em nada me agrada, mas agora, como se eu já tivesse ido, como se eu já estivesse distante, sinto o peso da falta de lembranças, o abandono apesar de tudo, me fez pensar também que de mim, aqui não restará nem mesmo memórias, nem mesmo saudades. Durante todo esse tempo, eu fui uma sobra, vazia, inaudível, imensurável. Que bobagem! Novamente, quanta bobagem! Tudo isso acaba sendo dramático demais e talvez seja por isso que por tantos eu fui esquecida. A intensidade foi feita para ser explicita e não para ser profunda. Vivo procurando motivos para acreditar nas minhas verdades, mas nem mesmo eu as entendo, quando isso acontece, mais uma vez me sinto perdida. Sobre isso ninguém entende, ninguém quer ouvir, passa a ser então somente mais um pedaço de consciência, mas afinal, é bom sentir-se estar vivo e ainda ser humano, sentir falta das pequenas bobagens da vida, aquelas que ignorei para assumir uma posição mais sensata, a sensatez me encaminha para a verdade que muitas vezes me é tão dura que mal posso carregá-la, assim como a chuva, também tenho momentos banais em que me descarrego de toda essa carga emocional acumulada num rosto impaciente e intolerante, e um coração também, mas não deixa de ser uma essência de um todo. Verdade seja dita, tal melancolia incentivada pela chuva é provinde da minha ausência imediata. Não ainda me fui, mas a sensação para comigo e com todos a minha volta é inegavelmente a mesma, e já posso imaginar perguntarem por mim como alguém que já se ouviu falar e não mais se lembra o nome, vão dizer “ela se foi”, e a resposta será uma exclamação vazia e sem importância… e mesmo que eu queira ficar distante de todas essas pessoas, me doe saber que não existe mais ninguém aqui capaz de sentir verdadeiramente a minha falta e então por essa linha de raciocínio logo me vem a mente a solidão na qual me encontro e a insignificância da minha posição social por todo esse tempo. Quantas bobagens, em breve afogo-me na profundidade das minhas reflexões, a chuva delas não para dentro da minha mente como não para lá fora, na rua.

Por Constace, constantemente  inspirada pela chuva .

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