Às varejeiras

Fevereiro 17, 2013 § 1 Comentário

Desde que o meu blog morreu e vem a esporadicamente soltar seus fluidos, encontram-se aqui algumas pequenas mosquinhas varejeiras que tratam de acompanhá-lo. Eu, postumamente, agradeço a todas elas e seus barulhinhos que tanto me agradam em suas funções sugar aquilo o que eu chamo de biologicamente inevitável.

Passo agora por um período de transformação, algo que vai muito além de um estado de decomposição físico, me destransformo psicologicamente para não mais ser só vida, Oscar Wilde, suspiros e raiva, me transformo agora também em carne podre, Henry Miller, Augusto dos Anjos e paixão pelo rancor e a fome.

Agora, eu estou cega, completa e intensamente. Tateio os meios pelos quais eu posso chegar até aqui.

Me acompanhem, minhas mosquinhas, que para vocês eu sou toda cheiros, fluídos, proteínas, gorduras: Alimento! Sugam de mim tudo o que quiserem, que tudo de mim, eu as darei por que me é necessário.

Por Constance, constantemente viva por que está agora morta.

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