Intenso Diálogo

Setembro 29, 2012 § Deixe um comentário

-não vou poder…

-então eu falei pra ela…

-você nem acredita o que eu

-aquela, sabe?

-aí sim ein…

-mas não tinha nada, nada mesmo que…

-pelo o que eu saiba, não te…

-às vezes, por que nem….

Meus mais intensos diálogos se passam sempre na multidão.

-esperando que nós…

-na empresa certa e com…

-eu bateria nela…

-eu também te amo…

-olha lá! olha!

Novos Conceitos

Setembro 28, 2012 § Deixe um comentário

Vou passar a ver as coisas apenas com um fundamento estético. Sem raciocínio maçante nem sentimentalismos. Tira-se de tudo toda a razão, tira-se de tudo toda a vergonhosa emoção. Sem ponderar, sem esperanças. Só o que terei agora é uma consecutiva remessa de prazeres por prazeres. Trabalhando a beleza pela beleza. Dar espaço à apreciação no lugar do longo pensamento reflexivo e a sensação no lugar da pegajosa e densa emoção. Sem nenhuma expectativa, esperando apenas pelo melhor.

Por Constante, constantemente tentando desfazer-se do raciocínio para sentir.

Sobre a escritora

Setembro 28, 2012 § Deixe um comentário

Filme favorito: Submarino (2011)
Escritor favorito: Oscar Wilde
Bebida favorita: Leite
Cor favorita: Azul e Vermelho
Se eu fosse um animal, seria: Um peixe
Músico favorito: Elvis
Medo: Pessoas Deficientes Mentais
Parte do corpo preferida: Ombros
Frio: Pés e mãos, muito.

 

Para quem quiser ler

Setembro 28, 2012 § Deixe um comentário

Alô para quem estiver entediado o bastante para ler isto.
Fico pensando o que leva as pessoas a lerem textos maiores que três palavras na internet e só essa reflexão escrita já soma mais de dez.
São, agora, 01h40 da manhã e eu tenho insônia, falta de vontade em dormir e desejo por expor qualquer coisa mais útil que alguns roncos (embora isso possa representar coisas diferentes para pessoas diferentes).
Só pra relatar virtualmente o meu estado de espírito (uma vez que eu estou sem canetas disponíveis para escrever no diário), gostaria de dizer que hoje me sinto especialmente vazia. Não fiz absolutamente nada e o dia passou numa velocidade atroz. Estou melancólica pela falta de tristeza, e uma leve percepção de ciúmes da minha parte me fez sentir idiota. Quero não ter sentimentos, tendo-os a todos eles. Estou presa a um pêndulo e de tanto querer sem querer absolutamente nada, estou completamente vazia. Sem expectativas. Sem remorsos. Um pedaço de carne reflexivo e transbordando hormônios de uma adolescência podre.
Só me restam dúvidas e dentre delas uma camada quase luxuriosa de insignificância geral das coisas as quais eu deveria ter mais afinco. É um cansaço do todo.

Preciso dormir.

Por Constance, constantemente a porcaria de um pedaço de carne reflexivo e transbordando hormônios de uma adolescência podre da escritora desse blog

Auto-absolvição como Auto-destruição

Setembro 28, 2012 § Deixe um comentário

Toda a realidade é muito real e por isso não passa de uma mentira extremamente óbvia, escancarada e incrível. Me sinto cansado, humilhado por mim mesmo por ainda me deixar estar vivo. É uma mistura de repugnância e auto-consolo, não me deixo existir um sem o outro. É uma maneira branda de dizer o quanto eu gostaria de não existir e só existo para ver as coisas que me fazem querer não existir. No final do corredor, eu sempre me deparo comigo mesmo, embora a minha volta haja uma série incontável de pessoas, todas elas com os pretextos mais absurdos contra mim de mim mesmo. 

Trecho de Atmosfera

Por Constance, constantemente em crítica situação pessoal para continuar escrevendo.

Madrugada de Sexta-Feira

Setembro 28, 2012 § Deixe um comentário

-Está muito mais cedo do que pensei que viria.

-Eu não sabia que me esperava.

-Eu sempre espero. Você costumava ser pontual e eu me acostumei a te esperar. É uma pena que tudo tenha mudado, o que significa que perdera completamente o controle de si.

-Quem dera fosse apenas de mim. Perdi toda uma noção de espaço-tempo. Consciência-sentimento e qualquer coisa que me restasse, se é que ainda resta alguma coisa. Ora, resta-me apenas o desejo de desejar, vivo assim, já tão sem vontades, já tão contentada. Por vezes invade-me alguma coisa e é só tristeza… a tristeza da falta… eu gostaria de desejar alguma coisa.

-Por que ainda exerce o interesse prático nas pessoas então?

-Chame como quiser, eu chamo de atuação! Digo saudades e vontades, mas só o que me resta é um contentamento do mais supérfluo.

-Talvez sinta algo novo, em breve.

-Faço pouco caso, mas, o que seria?

-Sentirá falta pelo sentimento de falta. Quando mais nada houver para não desejar ou se importar. O que restará, de fato?

-O que restará quando não houver sequer mais trompete para minha falta de vontade em tocar? O que restará quando não houver mais um pingo de inspiração para a minha falta de vontade em escrever? O que restará quando não houver mais uma música sequer para me fazer ultrapassar os limites do tédio de todo o silêncio? O que restará quando não houver mais nenhum local no mundo para o qual eu não queira ir?  O que me restará quando até mesmo aquele a quem digo sentir falta sem medo de que se vá embora, se for de fato, e de nada mais eu possa exercer meu contentamento vazio e tão inerte?

-Chove?

-Não. Nada chove. Só que me há agora é vazies. Nem mesmo uma gota cai. Nada.

Por Constance, constantemente em estado de plena letárgica inércia

Diferente Igual a Todos os Outros

Setembro 22, 2012 § Deixe um comentário

7

Telefone azul. Minha voz picotada devido à má qualidade do sinal, eu digo:

“Você vem?”

“Não.”

Uma pausa.

“Não. Eu acho que hoje não.”

Penduro as coisas mais importantes no cabide, me deito no sofá. A companhia toca.

“Oi”- ela diz.

“Trouxe o que eu te pedi?”

“Eu disse que não viria hoje.”

“Trouxe o que eu te pedi?”

Um relacionamento baseado mais uma vez na subjetividade das coisas mais óbvias.

Where Am I?

You are currently viewing the archives for Setembro, 2012 at Old Consciousness.