Enfermidade Mútua

Maio 29, 2012 § Deixe um comentário

Eu vi nos seus olhos a tristeza indomável de uma doença inconsciente, por mil vezes eu tentei avisá-la, mas os seus sonhos a mantinham longe demais de qualquer desvio para a felicidade. Tão enfermo quanto você, pela sua falta, eu choro. Refugio-me nos sonoros melancólicos, tocando até a morte chegar, canto alto, até encontrar a melodia que te fará voltar, até encontrar a melodia que te tirará da cama dele, até encontrar a melodia que a trará de volta para os meus braços cansados. Ateio fogo nos departamentos do pensável, mais uma vez tento me refugiar fugindo, sem deixar nada para trás, mas sem você não posso carregar tudo daqui sozinho. Percorri milhas à sua lembrança, cantei, sobre as paredes de casa, cantei sobre as garrafas de vinho que deixamos no peitoril da janela, cantei sobre os anos que passam e doença que culmina, enquanto você envelhece triste. E, meu amor, o inverno que chega, oh frio que está próximo!

(Um Conto Por Música: Cliquot, The Flyind Club Cup, BEIRUT)

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