Para Onde Vão Todas as Coisas

Maio 23, 2012 § Deixe um comentário

Com um sorriso curto nos lábios eu me despedi de todas as minhas promessas. Procurei ser sincero mesmo enquanto sorria, mesmo enquanto dizia adeus. O seu pavor, esplendor ou horror foi um baque e eu pude ouvir de longe, mesmo ainda não aberta a porta da saída, a queda. E penso, me lembro, relembro de todas as preces, do meu coração; para onde vão todas as coisas quando elas morrem? Para onde vão… Os meus sentimentos, oh, todos os suspiros formam o vento no meu cabelo, uma nevoada fria que arrasta as minhas lágrimas, uma inundação dentro das… para onde vão todas as coisas? E por todo esse tempo, enquanto, eu sei, você esperava, era em seu rosto onde o vento batia, a nevoada que arrasta as lágrimas, eu não estava lá. Naquela igreja, no final da escada, eu te esperava inalcançável, no tempo certo, suas condenações, minhas correções feitas. Esperei até o momento certo em que você não queria mais estar lá, suas condenações, minhas correções feitas. Para onde vão todas as coisas?

(Um Conto Por Música: Guyamas Sonora, The Flyind Club Cup, BEIRUT)

Anúncios

Tagged: ,

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

What’s this?

You are currently reading Para Onde Vão Todas as Coisas at Old Consciousness.

meta

%d bloggers like this: