Representação incrédula

Abril 28, 2012 § Deixe um comentário

Sorri. Me distanciei com o olhar e me aproximei com os lábios. Uma palavra é tudo, e honestidade é puramente aquilo o que ninguém levará a sério. É muito mais fácil passar para o próximo ato se conseguir convencer a todos de que isso tudo é uma peça. O único mal do homem é o desespero e represento isso com um sorriso alto. Talvez até dois. Vivenciando e vivendo com a perspectiva do fim, nada pode ser mais triste, nada pode mais fácil. As falsas demonstrações são as que repelem, no entanto são as mais crédulas. Beijos e sorrisos, você pode, desde que haja sentimentalismo honesto e cômico em tudo aquilo o que remete aos seus mais ínfimos atos. A atuação é um dom concebido àqueles que convivem com os quem são incapazes de distingui-lo entre a sinceridade emocional. No fim, todo espetáculo, por mais grandioso que o seja, acaba.

Um Blog Com Cotard

Abril 26, 2012 § Deixe um comentário

É um blog com sentimentos de morte.
Um blog cuja a vida se esvaiu pela consciência.
Um blog que não acredita na própria essência.
Não respira.
Esquecido por tudo aquilo o que pode lhe dar vida.
Vive no meio do nada.
Impossibilitado.
Morto.
Cadáver que existe.
Em meio a tantos inexistentes.
Permanece!

*A síndrome de Cotard, também conhecida como síndrome do cadáver ambulante, é uma condição médica na qual o indivíduo acredita estar morto ou que seus órgãos não estejam mais funcionando ou necrosados, ou ainda, de que seus familiares, amigos ou o mundo que o rodeia não existem mais.

 

Abril 14, 2012 § Deixe um comentário

circulador

Sabe quando o dia está pesado, você também, e aí você pensa: acho que tudo o que eu preciso é ver coisas bonitas? Bom, foi assim que me peguei na exposição do Robert Doisneau, no Centro Cultural Justiça Federal. Eu, que só conhecia uma foto dele, me peguei emocionada com tantos registros…

Bom, comece pelo doc, que dura cerca de 1 hora –  tem que ver para entrar em cada foto e automaticamente sentir tudo que ele fala. Segundo Doisneau, não é o fotógrafo que constrói a foto e sim, a vida, o dia a dia, o acaso. Ele relata momentos onde passou um dia em frente a uma praça ou escola, esperando as cenas acontecerem para registrá-las. O discurso é sedutoramente modesto e real, fruto de um olhar atraído pelas sensibilidades e alterações de cenários suburbanos, democráticos, inocentes e verdadeiros.

O mais interessante é que…

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Criatividade que aterra

Abril 11, 2012 § 1 Comentário

Existe alguma coisa na criatividade que aterra qualquer chance de plenitude sentimental positiva. A essência some para que as palavras venham, me sinto vazia para preencher uma página. Não há nada o que influencie, interna ou externamente, invariavelmente, quando me aterra a escrita, somem todas as outras vontades, me sinto vazia, me sinto quase morta, como se morrendo para dar vida à personagens, céus, isso me arruína satisfatoriamente.

Oscar e Bosie

Abril 8, 2012 § Deixe um comentário

Nada além daquilo que remete ao meu estado de espírito

Abril 8, 2012 § Deixe um comentário

Already Dead – Beck
Time wears away
All the pleasures of the day
All the treasures you could hold
Days turn to sand
Losing strength in every hand
They can’t hold you anymore
Already dead to me now
‘Coz it feels like I’m watching something die
Love looks away
In the harsh light of the day
On the edge of nothing more
Days fade to black
In the light of what they lack
Nothing’s measured by what it needs
Already dead to me now
‘Coz it feels like I’m watching something dyin

A Dança

Abril 6, 2012 § Deixe um comentário

Eu decidi ir pra longe, sujar os pés em outro caminho
Eu decidi abandonar as minhas dores, acompanhar o vento
Eu decidi trocar meu silêncio pela tranquilidade
Decidi acompanhar o vento com um sorriso

Eu decidi não me preocupar mais
Eu decidi não me encontrar mais
Decidi não procurar mais

Eu decidi fugir dos meus sonhos
Eu decidi entrar em colapso num tranquilidade astuta
Decidi me atirar de vez nas efêmeras monções
É tudo o que me resta

Decidi acompanhar o vento com um sorriso
Eu danço enquanto as desgraças acontecem
Na decepção encontrei um par
Na tristeza, danço

Where Am I?

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