Augusto dos Anjos

Março 8, 2012 § Deixe um comentário

Estou passando por um período especialmente complexo em termos psicológicos e espirituais e devo atribuir esse estado à leitura e estudo excessivo de poesia! Descobri que a poesia pode ser completamente devastadora para a cabeça e alma de uma pessoa já propícia ao mal da inspiração. Pelo fascínio que me causa!

SOLITÁRIO

Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos contorta…
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
— Velho caixão a carregar destroços —

Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!

Por Constance e Augusto, constantemente mórbidos e escrevendo

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