Felicidade como ciclo pejorativo

Março 31, 2012 § Deixe um comentário

Sem o que me basear, mergulho naquilo que chamo de sensibilidade acentuada. Quase como se houvesse possibilidade de melhora por meio da consciência de uma perspectiva melhor. E todas as vezes que a tento, por meio deste artifício, me sentir de fato, um pouco melhor, acabo por me lembrar de todos os motivos pelos quais estou fazendo todo aquele esforço psicológico e uma torrente muito mais involuntária de realidade negativa me invade, motivada pelos fatores que me levam a uma tentativa de melhora. Me sentir bem é uma coisa tão pejorativa que me sinto mal instantaneamente por ter que “tentar”.

Trecho de: Atmosfera

Por Constance, constantemente estremecida com o que escreve

Quem é Constance

Março 17, 2012 § Deixe um comentário

Talvez eu não seja nada mais que uma personificação de temporadas sentimentalistas de alguém perdido.

Vale a Pena Ouvir

Março 17, 2012 § Deixe um comentário

Pensamentos aleatórios

Março 16, 2012 § Deixe um comentário

Espero ansiosamente pelo dia em que a minha vida será relatada através de um filme como aqueles que tanto admiro: a história em si não é boa, mas os personagens sim. Existirá aqueles traços constantes, a repetição de uma cena ou estilo, e não será poupado o orçamento para com o zoom. Tentaremos compensar economizando em figurinos, eu mesma não me importo de aparecer sempre com a mesma roupa, acho até mesmo que esse tipo de coisa é bem interessante, logo eu veria ao andar pela rua, uma série de outras garotas tentando imitar o meu casaco de couro que lembra alguma coisa faroeste ou ainda a minha blusa verde um tanto hippie. A trilha sonora ia ser só vertigem.

A verdade é que costumo me apegar demais as coisas que que fazem parte de cada momento em especial. No momento, sou tão Oliver Tate quanto fui Constance na minha época “Oscar Wilde”. De fato, eu queria poder viver tudo o que eu sinto, e como a única fonte que sucumbe a esses meus tais desejos é a imaginação, a leitura e a escrita, lá vou eu viver pela arte de me perder, até porque agora, mais do que nunca, estou tendo grandíssimo contato com a arte, e acho que isso deve ser aproveitado, nem que seja para me tornar ainda mais perdida e delirante, é pela primeira vez, que me sinto consciente desse estado, o mundo ganhou novas cores, talvez vermelho e dourado especificamente.

lo li ta

Março 12, 2012 § Deixe um comentário

Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne.
Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta.
Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita.

Por Constance e seu constante contato com esse livro.

Estabilidade Emocional

Março 12, 2012 § Deixe um comentário

Estou neutra da forma mais abominável possível ao mundo de um escritor, o motivo de tal estabilidade me é desconhecido, mas estou disposta a entrar em algum sentimento, seja ele qual for, apenas para inspirar-me. No momento falta-me a profunda depressão que tanto me fazia desempenhar o espírito criativo das coisas.

Por Constance, constante  e terrivelmente conformada.

Para os dadás

Março 11, 2012 § 1 Comentário

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