Capacidade interpessoal de perturbação [I]

Dezembro 23, 2011 § Deixe um comentário

Existem outros meios e outras formas com o qual posso manifestar este sentimento, no entanto, nenhuma dessas formas é capaz de à olhos alheios ser levada a sério, e exatamente por esse motivo que com palavras que demonstrem um pingo de sutileza, ouso manifestar estes já óbvios (pelas minhas feições faciais facilmente perceptíveis) sentimentos de angústia e implicação.

São tantas as pessoas capazes de, hoje em dia, tirar-me do sério. Lembro-me do tempo em que imaginava uma série de coisas por cima disto: por vezes desesperava-me acreditando tudo isso ser uma conspiração universal contra mim, outras vezes culpava alguma espécie de karma, o qual eu deveria passar e que me fazia acreditar ter vivido em uma vida anterior algum tipo de general de guerra cruel e impiedoso, e ainda culpava a mim mesma, chamando-me de intolerante, insuportável, anti-social, desinteressante, implicante, hipócrita, supérflua, medíocre. Enfim, todas as qualidades necessárias a alguém que não consegue encaixar-se em nenhum grupo social seja ele qual for. Tais conceitos foram superados e hoje apóio-me em apenas uma só ideologia: a capacidade interpessoal alheia de perturbação unida a minha percepção para com indivíduos concebidos de transtorno de ideias ou em palavras sonoramente gesticuláveis, babaquice, fazem com que a qualidade do meu envolvimento social diminua consideravelmente. Sinto-me perturbada com esse tipo de coisa, tento, por muitas vezes mostra-me simpática e até envolvente para com as demais pessoas, mas devo confessar o quão isso me parece difícil, pois a minha percepção aguçada impede-me de deixar fugir os detalhes e estes tantas vezes mostram-se ser os mais sórdidos e intragáveis movimentos de uma pessoa que merece com todas as minhas forças ser desprezada.

No fim, sei e tenho muita noção de que a solução para isso pode estar bem distante, talvez, eu não esteja tendo contato com as pessoas certas! Talvez todas as pessoas estejam de fato evoluindo suas capacidades interpessoais de perturbação com um sentido novo de irritabilidade o qual coincidentemente se adéqua a mim. Não importa, pessoas são pessoas e estão sempre demasiadamente sucessíveis a falhas, o meu problema talvez seja a determinação quase involuntária que possuo para com a captação dessas falhas. Quero um amigo perfeito. Assumo.

Ora, como se eu falasse de amigos apenas! Como se eu falasse de interação interpessoal apenas relacionada a mim! Como se eu falasse de assuntos subversivos! Como se eu quisesse realmente alcançar algum ponto com esse escrito!

Tenho paz! Pois sei que quando morrer, livrar-me-ei deste fardo! E a morte, como um descanso eterno, profundo e solitário nos é garantido! Serei feliz. Esta é a minha perspectiva daquilo que se deve chamar futuro, mas este assunto especificamente, deixo para outro dia.

Por Constance, constantemente perturbada.

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