Oyster Boy Steps Out

Outubro 27, 2011 § Deixe um comentário

For Halloween,
Oyster Boy decided to go as a human.

The Melancholy Death of Oyster Boy

Outubro 27, 2011 § Deixe um comentário

He proposed in the dunes,

they were wed by the sea,

Their nine-day-long honeymoon
was on the isle of Capri.

For their supper they had one specatular dish-
a simmering stew of mollusks and fish.
And while he savored the broth,
her bride’s heart made a wish.

That wish came true-she gave birth to a baby.
But was this little one human
Well, maybe.

Ten fingers, ten toes,
he had plumbing and sight.
He could hear, he could feel,
but normal?
Not quite.
This unnatural birth, this canker, this blight,
was the start and the end and the sum of their plight.

She railed at the doctor:
“He cannot be mine.
He smells of the ocean, of seaweed and brine.”

“You should count yourself lucky, for only last week,
I treated a girl with three ears and a beak.
That your son is half oyster
you cannot blame me.
… have you ever considered, by chance,
a small home by the sea?”

Not knowing what to name him,
they just called him Sam,
or sometimes,
“that thing that looks like a clam”

Everyone wondered, but no one could tell,
When would young Oyster Boy come out of his shell?

When the Thompson quadruplets espied him one day,
they called him a bivalve and ran quickly away.

One spring afternoon,
Sam was left in the rain.
At the southwestern corner of Seaview and Main,
he watched the rain water as it swirled
down the drain.

His mom on the freeway
in the breakdown lane
was pouding the dashboard-
she couldn’t contain
the ever-rising grief,
frustration,
and pain.

“Really, sweetheart,” she said
“I don’t mean to make fun,
but something smells fishy
and I think it’s our son.
I don’t like to say this, but it must be said,
you’re blaming our son for your problems in bed.”

He tried salves, he tried ointments
that turned everything red.
He tried potions and lotions
and tincture of lead.
He ached and he itched and he twitched and he bled.

The doctor diagnosed,
“I can’t quite be sure,
but the cause of the problem may also be the cure.
They say oysters improve your sexual powers.
Perhaps eating your son
would help you do it for hours!”

He came on tiptoe,
he came on the sly,
sweat on his forehead,
and on his lips-a lie.
“Son, are you happy? I don’t mean to pry,
but do you dream of Heaven?
Have you ever wanted to die?

Sam blinked his eye twice.
but made no reply.
Dad fingered his knife and loosened his tie.

As he picked up his son,
Sam dripped on his coat.
With the shell to his lips,
Sam slipped down his throat.

They burried him quickly in the sand by the sea
-sighed a prayer, wept a tear-
and they were back home by three.

A cross of greay driftwood marked Oyster Boy’s grave.
Words writ in the sand
promised Jesus would save.

But his memory was lost with one high-tide wave.

Os objetos da vovó

Outubro 27, 2011 § Deixe um comentário

Vovó faleceu há pouquíssimo tempo, no entanto aquela pré-sensação de contentamento já fora obrigatoriamente imposta ao comportamento de todos, todos os poucos que foram ao seu enterro, mas pensando bem, no dia em que eu morrer, quero que seja da mesma forma. Amigos antigos, que há muito não a viam, foram. Familiares, pessoas que, sanguineamente deveriam ser consideradas essenciais, ignoraram o compromisso por negligência. Vovó era tão amável, aposto que ela teria ficado triste, mas se não pôde ver a sinceridade das pessoas naquele momento crucial, ora, então, jamais verá.

Entramos na casa vazia. Nela, uma lembrança, o fantasma da nossa memória dela perambulando em cada objeto. Na escova de dente, ela pela manhã; na escova de cabelo, oh, a sua enorme vaidade! Nas xícaras adornadas, sua visão para os detalhes e o quanto gostava de beber chá pela tarde. A sensação mais estranha! Ela já havia partido, ela jamais voltaria, enquanto todos aqueles objetos cheios de suas partes, permaneceriam ali…

Porque a possessão nos faz feliz? E se eu morresse agora, pensaria em toda a agonia que suportei trabalhando por uma dúzia de coisas para chamar de minhas, ora eu sou muito mais parte delas do que elas de mim. Ou deveria ser…

Para mim mesma

Outubro 13, 2011 § 1 Comentário

Muito provavelmente e quase com toda a certeza desse mundo – desconfio ainda por pequenos percentuais que insistem em felizmente descordar – sou a única leitora fiel deste blog. Durante algum tempo, pensei em me importar, pensei em escrever artigos mais interessantes aos olhares externos, usuários desse mundo virtual que agora habito tão fielmente sempre que possível, mas percebi que isso seria simplesmente impossível, por uma série de motivos, sendo um deles a origem deste blog, minha velha consciência, a qual busco nos confins de minha existência, onde julgo estar parte de mim que nomeio Constance. São sentimentos demais, uma parte de mim mais valiosa que qualquer número possa representar, portanto, enquanto não houver nenhum leitor, mas eu puder considerar isso a minha arte mais do que considero o número de leitores, então, este blog continuará sendo a minha… velha consciência.

Oscar Wilde “To My Wife”

Outubro 12, 2011 § 1 Comentário

Quando o sorriso desabrochou dos meus lábios, pela primeira vez eu senti, com um arrepio singular, o amor daquele que eu amava. Pelas palavras delicadas e doces, pela forma como me tocava. Tudo em si eram rosas, até as que dava para mim.

I can write no stately proem
As a prelude to my lay;
From a poet to a poem
I would dare to say.
For if of these fallen petals
One to you seem fair,
Love will waft it till it settles
On your hair.
And when wind and winter harden
All the loveless land,
It will whisper of the garden,
You will understand.

-Oscar Wilde, “To My Wife”

Pseudônimo Constance

Outubro 12, 2011 § Deixe um comentário

-Constance é portanto, um pseudônimo?

-Pensei que já o soubesse… Minha mãe não tem criatividade para nomes tão distintos.

-Pensei que a distinção não viesse do nome e sim do marido, digo, da personalidade, ambiguidade, não?

-Mas é claro que isso também conta muito, muitíssimo. Mas Wilde ou Lloyd… nada disso poderia ser menos real.

-Existe tristeza na sua voz? Isso é quase engraçado.

-Pela primeira vez não existe humor em nossas palavras, se uso esse “título” hoje é por que amei Oscar Wilde um dia, há muito, mas amei, oras e ainda amo, porque introduziria no agora algo tão…

-Perdido no tempo?

-É o que sou, eu sei. Desculpe… oh, um devaneio.

-Constance? O que houve?

-Apenas me lembrei que dia é hoje.

Diante do espelho

Outubro 9, 2011 § Deixe um comentário

Acordo com os olhos pesados,
existem muitos
resquícios de algo que não foi planejado
mas em que tudo deu errado

Tem neblina lá fora
E aqui dentro, tudo está claro
Posso até ver minha própria mão arrancando meu coração
Posso até sentir queimar o cérebro,
quando me lembro

Estou perdida
Diante de um abismo,
chamado eu

Não posso nem olhar para alguém nos olhos
elas vão te machucar de alguma forma! , eu disse

Eu só queria dizer a mim mesma,
pra me deixar em paz
E ser obedecida

Eu só queria poder arrancar com as mesmas mãos,
a minha consciência,
Porque desta forma…
Jamais vou encontrar a mim mesma
Num emaranhado de auto-decepções

Por Constance, constantemente, odiavelmente, eu mesma

Where Am I?

You are currently viewing the archives for Outubro, 2011 at Old Consciousness.