Where is my cigarette?

Agosto 31, 2011 § Deixe um comentário

Voltaire

Agosto 28, 2011 § Deixe um comentário

Deus é um comediante a atuar para uma plateia assustada de mais para rir.

O Tamanho do Nome Pablo Picasso

Agosto 21, 2011 § Deixe um comentário

Pode-se dizer que o nome Pablo Picasso é imenso por influencia, mas o que poucos sabem é o seu tamanho por sobrenomes: Pablo Diego Jose Francisco de Paula Juan Nepomuceno Crispin Crispiniano de la Santisima Trinidad Ruiz Blasco Picasso y Lopez.

Ao que se vê o nome do autor é tão grande quanto o é por influência.

Moulin Rouge!

Agosto 15, 2011 § Deixe um comentário

Como posso começar a falar de Moulin Rouge¹?

Com certeza um dos meus cinco filmes favoritos desde que me entendo por gente. O tema burlesco, ocorrido na Belle Époque, cujo principal lema é : “Verdade, liberdade, beleza e amor”.

A história se passa em 1899, quando um jovem poeta, Christian, viaja até a decadente Paris, buscando amor e inspiração para escrever. Acidentalmente conhece um grupo de boêmios,  liderado por Toulouse-Lautrec², enquanto estão ensaiando uma peça com o intuito de apresentá-la no principal cabaré da França, o Moulin Rouge – Um clube noturno, bordel e salão de dança, regado a muita música e dançarinas de can-can -, aonde se encontra a mais formosa cortesã de todos os tempos: Satine, mais conhecida como Sparkling Diamond.

O filme foi o primeiro musical a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme do ano de 2002, junto com as indicações de:
Melhor atriz (Nicole Kidman), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino.

Com a trilha sonora impecável, elenco surreal, coreografias de tirar o fôlego e roteiro totalmente bem-desenvolvido, Moulin Rouge é o tipo de filme que arrancará lágrimas das profundezas de seu corpo, e te fará revê-lo muitas e muitas vezes.

¹ O Moulin Rouge realmente existiu, e ainda existe! Foi construído em 1889, e os atuais donos conservaram a arquitetura antiga e a decoração da época. Se encontra em Montmartre, em Paris, famoso por seu moinho gigante e vermelho conseguir ser avistado de longe.

É um local de visita obrigatória para todos que passam no bairo de Pigalle procurando entretenimento, cujo salão oferece espetáculos para todos os nostálgicos e bucólicos que desejam conhecer um pouquinho dessa boêmia que deve ter sido mágica.

Foto atual do cabaré.
 ² Henri de Toulouse-Lautrec  foi um pintor e litógrafo Francês, conhecido por retratar a vida boêmia da época. Faleceu precocemente de sífilis, doença muito comum no século XIX. Sua relação com o Moulin Rouge foi intensa, no começo apenas pintando cartazes de divulgação do salão, e mais tarde se tornando um frequentador ávido, expondo suas pinturas na parede de vários cabarés, inspirados por dançarinas e cantoras dos mesmos.

Também criou um drink chamado “Terremoto”, que consistia de meia dose de absinto, e meia dose de conhaque.

Henri de Toulouse-Lautrec
 
Poster "La Goulue", por Lautrec, inspirado na dançarina Louise Webber, cujo apelido era "A Gulosa". 










Por Cottonmouth, sutilmente liberando palavras da sua boca, transmitidas pelos seus ágeis dedos no teclado. 

Canecas Bigode

Agosto 15, 2011 § Deixe um comentário

Sei que este não é o meu tipo de post, mas quando vi, achei muitíssimo interessante. Sou uma das pessas que considera um bigode um detalhe essencial em vários aspectos e principalmente em relação a personalidades! Quem não o diria?

Meus olhos para com o mundo

Agosto 14, 2011 § Deixe um comentário

Hoje acordei me sentindo doente, tive a sensação de estar sozinha, no mundo inteiro, como se eu fosse a única alma.
Não era só uma sensação, o interesse de alguém por alguém, tem que estar necessariamente ligado a um ponto óbvio demais para que haja aquele mistério que tende ao estudo e consecutivamente o fascínio. Coisas as quais, eu prezo muitíssimo.
Ignoro qualquer tipo de coisa relacionada, e por isso o mundo me parece vazio.
Mas está tudo bem claro, porque quando me imagino pelos olhos de outra pessoa… eu realmente me sinto muito patética.

Deveria haver um limite de auto-desprezo.

De qualquer forma, prometo não me submeter a olhar para o espelho, e nem de pensar, lembrar, relembrar dos acontecimentos e fatos que me fazem ter essa opinião tão formada.
É quase como se eu realmente não soubesse quem eu sou.
Estou perdida entre o eu mesma e minhas idealizações.
Mesmo o que é verdadeiro, puro, feliz, bom… acaba. E não falo só de um bom livro, uma música, uma amizade. Tudo. Um dia acaba. E não venha com aquela de aproveitar cada momento… Porque ver o quanto tudo é tão efêmero me faz querer acabar com tudo de uma vez. Só para não passar pela experiência de perca. Só para não presenciar o fim.

Estou cansada.

Parece que já vivi tudo o que tinha para viver, e agora apenas procuro motivos para me ocupar e assim me convencer de que é assim, e por esse motivo as coisas devem permanecer.

Será que isso vira uma espécie de acúmulo? O que acontece quando essa impaciência  movida a tristeza e desprezo transbordar? O que acontece quando a incredulidade me impossibilitar de tudo?
Às vezes penso se não estou aqui por inércia. Porque não acredito que coisas boas virão a acontecer. Tudo parece, afinal, sem fundamento. Tanto para mim quanto para o resto do mundo, o problema é que eles não enxergam. Será que só eu estou tão desesperada com isso tudo?

Se é para se tratar da humanidade… Estamos todos caminhando para o fundo do poço. Acabando com o lugar onde vivemos por dinheiro. Se tudo isso acabar, o que será rápido, o que faremos com o dinheiro afinal?  Qual o objetivo de sucesso profissional? Isso te faz feliz? Por que o nome do seu cargo vem antes do seu? Não existem mais pessoas, existem massas e a divisão é feita por classes sociais. Os que sofrem são a maioria, então por que não fazer uma revolta e acabar com o poder? (Quer confirmar o que eu digo? Assista Clube da Luta, de uma certa forma, interpreta o que eu digo) Porque estamos todos treinadinhos, e bem manipulados, no final isso não passa de falta de criatividade, no entanto a criatividade tem de ser estimulada e todos os meios oferecidos são de dificílimo acesso, ou nem tanto, a questão é que não se pode comparar o estímulo negativo que oferecem, aquele com resultados diretos e eficazes que te habilita a não ser habilitado para mais nada a não ser correr e correr atrás de uma coisa que aqueles mesmos poucos unicamente tem, mas sem necessidade, você também os necessita para ter uma posição aceitável! Ninguém te admira se você diz que é feliz, que leu todos os livros que você queria e que você toca o instrumento que você gosta muito bem. Te admiram se você diz estudar uma coisa muito difícil e que dá muito dinheiro. Te admiram por você ter um cargo. Te admiram pelos feitos individuais que você realizou, sendo que estes feitos foram realizados em cima de uma “demagogia” para benefício próprio.

Enfim, falando desta forma, sinto como se eu tivesse escrito apenas para chamar atenção.E em situações como esta, sei que desperto nas pessoas aquela sensação não de arrependimento, mas aquela sensação de desconforto que impede a pessoa de falar comigo novamente numa próxima vez.

A sinceridade, os pensamentos internos e profundos… são sempre inconvenientes e eu não me orgulho de saber expô-los.

Eu poderia ter mais amigos, um namorado… poderia estar falando com a minha mãe, ter uma boa relação com o meu pai…

É que ao invés de ignorar uma coisa, esquecer ou terminá-la de uma vez.

Eu prefiro cutucá-la e observá-la tanto até me cansar e por fim me livrar. E é por isso que eu estou preocupada. Porque já estou me cansando de observar a vida e suas relações.

Á Festa do Chá

Agosto 11, 2011 § Deixe um comentário

Tenho que confessar que no meio da correria do dia-a-dia, café obrigatoriamente virou minha bebida número um, não por preferencia, por necessidade. Tive um tempo livre para relaxar no meio de semana o que me libertou dessa abstinência, o que possibilitou tomar uma xícara maravilhosa de chá antes de dormir, e ao chegar do trabalho. Me senti inspirada, então fiz uma festa do chá particular! Eu, minha xícara e minhas palavras… !

Em cima disso, decidi fazer a minha própria descrição da Alice, como tanta gente já o fez! Mas pareceu-me tão deliciosamente divertido que não resisti!

Alice era uma garota crua, fria, calculista. As bochechas rosadas e cheias de sardas, ocultavam todos os seus traços e ela mal sorria. Talvez por falta de hábito, talvez por que o peso das bochechas a impedisse. Tinha o cabelo enorme, repleto de cachos ruivos. Prendia-o com um lenço no topo da cabeça, assim como há de ficar uma tiara, para que não lhes caíssem aos olhos, que eram tão azuis quanto pode-se ser o mar visto da lua. Usava um vestido branco, repleto de bordados, rendas e gomos. Os pés descalços caminhavam pelo gramado, enquanto sua irmã lia um livro encostada à uma árvore, sem notar sua presença. O ar entediado, saía de sua respiração a cada bufada impaciente, o que era constante, dando-lhe o ar de criança mimada e consecutivamente amarga.  A verdade é que Alice não era curiosa, não era corajosa nem perseguidora de coelhos brancos. Só era uma menina chata demais para ter amigos que fossem reais.

Where Am I?

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