Para pessoas especiais…

Julho 21, 2011 § 2 comentários

Feliz dia do amigo

Feliz dia do…

Amigo?

Quem são seus amigos e por que julga que eles o sejam? Não estou falando de amizade no sentido de emprestar roupas, de estudarem juntas, ou de terem alguns outros conhecidos em comum. A palavra “amigo” está tão generalizada que não só criaram um dia para ela como também perderam o seu real significado.
Não importa, já tive muitos colegas e amigos o suficiente para saber classificar cada pessoa que conheço em cada uma dessas posições. Tenho amigo de uma semana e colegas de anos e anos. A importância vai muito além do que se pode ou não julgar. A importância está, talvez, em ter uma porção de coisas em comum sem que nenhuma dessas coisas tenham a menor ligação! Pode parecer confuso, e talvez, nem mesmo seja válido, afinal de contas, eu estaria apenas generalizando mais uma vez. Mas o que eu quero dizer é que a amizade é uma coisa tão abstrata que podemos olhar para uma pessoa que com o mesmo gosto para música, filmes, roupas, livros e qualquer outro tipo de interesse possível em comum, ainda assim pode não ser nada mais agradável que aquela outra pessoa, na qual você jamais confiaria para compartilhar uma palavra. Dentro disso, é claro, existem uma série de “requisitos”, somos humanos, somos críticos. E por esse motivo, uma pessoa com um nível de, por exemplo, conhecimento avançado, interesse, vida e perspectivas nunca se dará com aquela pessoa estúpida e ignorante que bate no peito por isso.

Enfim, conceitos à parte.

Neste post, gostaria de homenagear em nome da “amizade”, duas amigas que têm significado demasiadamente para mim. Eu não preciso citar nomes, elas são importantes o suficiente para saberem disso, para saberem que me refiro a elas, elas são… pessoas maravilhosas… maravilhosas, para mim.

As duas são pessoas que não conheço há muito tempo, mas posso dizer que as conheço há tempo suficiente para dizer com toda a sinceridade que ela representam muito mais para mim do que muitas pessoas que estão na minha vida há anos. Às vezes falamos muitas bobagens, muito mais do que qualquer outra coisa, mas quando conversamos coisas sérias, o ar é tão direto que impossível incontestar a sua sinceridade. É algo tão puro e tão natural que só pode existir com uma espécie de “feeling”, e é por essa sensação que sei diferenciá-las das demais pessoas. Pode parecer absurdo, e só o digo pois é um segredo, do contrário, jamais contaria a ninguém, apenas deixo implícito as coisas óbvias como o nome dessas pessoas, mas quando eu estou muito triste, muito infeliz, tanto que penso coisas tão ruins das quais me envergonho, me lembro delas, não como “pessoas”, existem pessoas demais nesse mundo, me lembro delas como algo que preciso, e sei que elas estariam ali, comigo, da forma que eu precisar. Na carência, um abraço, na agonia, um ouvinte para os gritos, na tristeza, um ombro, na queda, uma mão que traz de volta, na ilusão, um tapa, na solidão, a companhia e principalmente, em todos os momentos, a disposição, afinal a negligência é mais fácil, mais rápida e mais válida àqueles os quais não queremos “estar lá” o tempo todo.

Passando por momentos difíceis, ontem, hoje e amanhã. A constância me incomoda, detesto a constância monótona!

A alteração da constância para algo constantemente agradável e confiável é o único caminho para alguém que é inconstantemente uma porção de coisas.

E como dizia meu querido Oscar, rotular é limitar. O mundo e grande mais, com pessoas demais que podem ser coisas demais para rotulá-las por aquilo que elas passam ser.  Conhecer, pouco a pouco, uma pessoa que você gosta é muito melhor do que comparar o tempo todo as únicas coisas que se tem em comum!

E se no meio de tantas pessoas tão diversas, encontrar alguma digna de tantas honestidades e agradabilidades, por que não, então chamá-la de amigo?!

Eu nunca fui uma pessoa de muitos amigos, mesmo que eu sempre conhecesse muitíssimas pessoas. É que é muito mais difícil ser chamado por mim de “amigo”, mais do que se pode imaginar. Não sou demasiadamente crítica, apenas priorizo as pessoas de valor.

Receber uma centena de mensagens dizendo “feliz dia do amigo” não quer dizer que você tenha muitos amigos. Ter uma pessoa que você ama e confia mais do que pode imaginar, de forma só atestável em momentos em que o coração pulsante incontrolável, é acalmado por ela, quer dizer que você tem um amigo de verdade.

E gosto principalmente dos meus amigos por que, ao contrário da família, neles não existem nenhum tipo de ligação automática e sanguina que te dê um motivo específico para algum sentimento. Um amigo de verdade é a coisa mais sincera que se pode ter na vida.

A cada dia, a cada momento eu atesto a verdade do Harry quando me disse “Em toda a sua vida, você terá um, talvez dois melhores amigos em toda a sua vida. Os demais, aos poucos se tornaram uma lembrança, passaram pela sua vida, foram especiais por uma temporada, ou apenas ‘agradáveis'”.

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