Monólogo supérfluo

Julho 1, 2011 § Deixe um comentário

-[…]E o indeciso disse que não tinha certeza se queria ser feliz, tinha receio de lembrar das felicidades no futuro, e ter a certeza de que são só lembranças. Por que é isso que as engrenagens do tempo sempre fazem, moem todos os sentimentos e momentos um a um transformando-os todos em lembranças cinzas.

-O que se pode recear de dores passadas se só o que ela nos faz é deixar mais fortes.

-O que é força? É olhar para as experiências fascinantes com tédio do conhecimento? Força não é aquilo que possui aquele jovem que sofre, cada dor, aventurando-se debilmente com medo, mas coragem? Força é procurar o novo, no entanto quando nada o é, o que fazer?

-Oras, o mundo é grande demais para julgar-se desaventurado! Sempre há o que de novo para se ver e tocar e tolo é aquele que pensa que todas as coisas são iguais e jamais tenta absolutamente, julgando-se aborreciva e rudemente conhecedor de todas as coisas , generalizando passagens e situações!

-Oh, se o problema fosse esse! Se o problema fosse esse… As pessoas sim são todas iguais! Todas elas, no fim, todas iguais e previsíveis! E o mundo? Um emaranhado de muitas coisas, coisas pelo o qual já perdi o interesse, veja, eu vivo em inércia.

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