Quem não é Constance?

Julho 31, 2011 § Deixe um comentário

Estando em casa, sem uma lista imensa de afazeres que me sufocam, sinto que fico muito mais sensível a uma série de sentimentos. Sinto que tenho muito mais liberdade para ser eu mesma e não só  aquilo que querem que eu seja. A constante rotina movida a necessidade e não ao interesse me mata, tira de mim a minha essência, a minha depressão e até o meu compreendimento das coisas que jamais compreenderei e por isso me são tão interessantes. Me vejo dentro de tempos muito difíceis, mas, ao contrário do que sempre foi, é uma luta interna, uma rejeição de mim por mim mesma. Gostaria de saber melhor quem sou, o que quero ser. Gostaria de viver mais dentro de mim, de conhecer-me melhor. Gostaria de parar o tempo a minha volta e apenas andar… sem rumo. Hoje, sozinha, um dia de mim mesma, um dia de dormir, ler, pensar, cantar, beber o meu chá, dormir, chorar e tantas outras coisas mais, coisas feitas com dedicação total e em total relação comigo mesma. Em dias como estes, onde tenho liberdade para pensar, me vejo mais de perto e percebo que tudo não passa de uma questão de crença. Eu me tornei uma pessoa tão incrédula que o momentâneo me é importante por simplesmente não significar nada depois que aquele momento acabar. Me tornei tão incrédula que só sou capaz de chorar ou me comover com um romance escrito, ou com a história de qualquer personagem que não tenha nenhuma correlatividade com o meu “eu” real. Sou uma centena de coisas, sou incontestavelmente um poço de sentimentos e ideias, mas no meio de todas elas, não deixei nenhum mínimo espaço para mim.

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Vale a pena ouvir

Julho 30, 2011 § Deixe um comentário

Sei que é difícil, mas vamos sair um pouquinho do The Cure, Franz Ferdinand, Elvis e Beirut…

Quem é Constance, e os pequenos Wildes

Julho 27, 2011 § Deixe um comentário

Quem é Constance

Julho 26, 2011 § Deixe um comentário

A demagogia egoísta me impede de ser qualquer coisa próxima demais do que eu realmente sou, por isso sou exatamente tudo aquilo que quero ser.

Eu sou o vilão, sou a única pessoa capaz de fazer-me aflorar o ódio pela existência.

Eu sou o herói, sou a única pessoa capaz de desenterrar-me de minha agonia, sou a única personagem ideal para fazê-lo, pois esta é demasiadamente idealizada e ninguém conhece melhor os meus ideais que o vilão que o afeta.

Eu sou a comédia, sou a única pessoa que pode criar a diversão, se eu não acreditar que algo não é divertido então, não o será.

Eu sou o indiferente, porque aquilo o que não tem correlatividade as minhas personagens não pode ser interessante, a menos que eu o considere, de alguma forma, correlato.

Eu sou o apaixonado, porque sou a única pessoa terminantemente apaixonada por uma série de pessoas que jamais conheci, e devo acrescentar, que apenas as amo tão frivolamente e verdadeiramente por que não as conheço, o que é a única razão para uma ideologia de perfeição.

Eu sou o invejoso, por que digo que não quero as coisas que nunca terei e só por isso tenho tudo aquilo o que não quero.

Termino isto em uma outra noite, quando, desocupada, eu quiser ser mais alguém.

por Constance, constantemente

Julho 26, 2011 § Deixe um comentário

If I was young, I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Eu quero fugir de mim mesmo, apenas eu e a minha sombra, para um lugar onde eu não me reconheça por que estou ficando cansada de mim mesma, estou cansada da constância que me faz estar sempre deprimida, eu estou, agora e sempre com uma melancolia que me assola e quando tudo isso acabar, eu não quero mais estar aqui. Está tarde, eu não tenho mais tempo pra voltar atrás, então pare de me chamar, não há saída.

No, I couldn’t tell you how the house burned down
Last night while we were running around
Midnight surrounds you, the moonlight makes you proud
Last night, oh, we were running around

Era bem como se tudo fosse fácil e correndo, eu sorri, enquanto via os destroços daquilo que me fazia eu, queimar. Eu sorria e corria, sabendo que aquele era o meu fim, era tão único e a demagogia me fez imaginar o quanto aquilo era necessário, nada tinha mais destaque do que a minha queda vista por mim. Eu corria, o vento em meus cabelos, as mãos dadas a noite e os pés descalços, o frio congelava o meu corpo repleto de arrepios, enquanto eu sorria, contentada por finalmente destruir o único restante de “mim” que pode poderia existir.

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Sing for last call, sing for last fall, such was it all

All along I was your home
All along I was your home

Beirut

por Constance, constantemente detestável para si mesma

Tudo o que eu quero

Julho 25, 2011 § 1 Comentário

Tudo o que você pode querer… talvez seja um carro, talvez seja uma casa, ou até, muito provavelmente uma fortuna. Quem diria diferente?

Meu idealismo com relação a bens materiais estão mudando, estou num estado de acumulo de ideias e conhecimentos, o que é bom para mim. Os meus novos ambientes me inspiram, facilitam a minha essência pelo acúmulo de coisas que são realmente importantes, ou melhor, interessantes.

Apenas a ideia  de me igualar a Balzac me inspira e fascina.

Trabalhar e viver em pró dos estudos, viver um pouco mais onde jamais vivi, voltar aos primórdios e me sentar ao lado dos maiores escritores e artistas que o mundo já viu.

Jamais terei o meu nome em “uma fileira de clássicos” por que a era dos clássicos acabara. Em todos os sentidos, todos os sentidos, todos os sentidos.

E como já discuti com uma amiga, a troca é mais importante que a qualidade. Nada mais é necessário, apenas a troca e a necessidade de coisas sem valor.

E por isso quero apenas mergulhar nos confins da minha imaginação e escrever, fugir do mundo que não posso tocar e tentar parar de desejar as coisas que querem que eu deseje.  Tudo o que eu quero é ler e escrever boas histórias, tudo o que eu quero é me afastar daquilo que toco com as mãos e me aproximar daquilo que toco com a alma e a mente.

Eles nos deixaram tanto.

E na nossa geração?

O que iremos deixar?

por Constance, constantemente literal

O que é o amor?

Julho 25, 2011 § Deixe um comentário

É o sentimento que se pode ter por alguém mesmo após um século.

Where Am I?

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