O Mau do Século

Junho 30, 2011 § Deixe um comentário

“Onde você esteve esse tempo todo? Quantos anos você tem exatamente? Sua vida não reflete no brilho dos seus olhos.  Por que tudo em você parece artificial, no entanto, é só olhar para as partes que em você são evidentemente verdadeiras para notar que existe algo de errado.
Nos seus olhos não existe o brilho da jovialidade, nos seus atos não existe o impulso desejoso ao novo. Nas suas palavras não existem a arrogância patética e sem nenhum fundamento que tanto ilustra os jovens. No seus medos não existem perigos. E nas suas preocupações não existe um vestígio sequer de perspectiva.
Por que garota, por que? Por que tantas vezes você insiste em tomar esse ar sensato tão enfadonho? Por que você insiste em desprezar a jovialidade que existe em você? Por que seus sonhos morreram se nas suas veias ainda pulsa um sangue tão vivaz!
Pare um pouco, tenha um pouco mais de perspectiva para com você mesma, por que os livros que você escreve não são sua vida e os seus personagens não são e jamais poderão ser você!
Por que? Por que sente mais prazer em criar um personagem a ser você mesma? Por que vive em inércia e por que seus sentimentos são tão voluntários?!
Por que sente medo de ficar sozinha… Por que isso é o que mais dói. Estando sozinha não tem controle da insanidade, com pessoas por perto, ao menos você tem algo no que pensar.
Não seja tão formal, você não precisa disso. Deseje mais! Por que você não deseja?! Anseie mais, por que você não busca a nada?! Relembre mais! Por que nada mais para você faz diferença?! Generalize menos! Por que acredita que tudo é sempre igual?!”

“Todas as flores são cheirosas e todas elas murcham no final. Não quero olhar para nenhuma delas novamente. Só aquela murchou mais ainda é perfumada! É o mau do século, eu jamais vou me recuperar eu preciso desse platonismo! Deixe-me, imploro-te, não questione, não quero responder! É um sentimento, é a minha alma, minha essência, algo vivo do qual não tenho domínio! Portanto, não questione-me! Eu mesma não acredito em mim quando falo com ele… Onde está a pessoa tão calculista, intolerante e cética de quem você tanto fala quando eu estou com ele?! Eu mesma gostaria de saber, mas sempre à presença dele, sou tomada. Nem mesmo com todas as palavras do mundo expresso a minha angústia nestes momentos, não há nada que eu possa fazer, nem fingir! Ele conhece meus sorrisos, conhece meus gestos. Quando estou com ele, quero correr, fugir dessa sensação, fugir das lembranças tão dolorosas pela certeza de serem apenas lembranças… mas não posso ele me toma sem fazer nada. Me toma, me encanta, rouba minha alma e me concede sentimentos que desconheço! Rouba-me, ambiciona-me sem mencionar!”

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