Cartas Roubadas

Junho 30, 2011 § Deixe um comentário

16, Maio

August, estou respondendo esta carta apenas por que acredito ser algo adequado a uma dama do meu porte fazê-lo, no entanto sei o quanto deve estar a palpitar por estar em mãos com um pedaço de papel cujo minhas mãos cuidadosamente trabalharam, mas peço-lhe que não tarde a se animar pois este é o meu primeiro e último trabalho para com você!

Não consigo acreditar em como consegue rogar-me à boas memórias sendo que prevalece em minha memória todos os maus momentos! Em minha alma, todo o repúdio e em minha pele, as marcas por ti causadas. Não escreverei para ti uma sequer palavra de compaixão ou bem dizer. Não consigo para contigo, reservar um só sentimento se não o ódio e sequer as longas tardes de outono ao seu colo me foram foram valiosas, se não válidas para aumentarem o valor da imoralidade que exerce sobre mim.

Em minhas longas e incansáveis cartas, não só a ti mas a todos para o qual escrevo apenas de ti sei falar em palavras dolorosas e profanas a sua pessoa!

August, se soubesse, se soubesse o quão forte, intenso e vívido és o meu ódio por ti. Se soubesse ao menos o quanto desejo ver o seu rosto para difamá-lo e detestá-lo! Se ao menos soubesse o quanto meu coração bate ao vê-lo, estremece de inquietação, uma inquietação dolorosa e horrenda! Responsável, é claro, pleo meu ódio por ti, e só!

                                                                                                             Desgostosa, Camile. 

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