Monólogo com minha alma

Junho 16, 2011 § Deixe um comentário

Ultimamente ando triste, não sei quem sou… Estou preocupada, tenho que estar preocupada? Por que sinto que logo, logo, tão logo quanto posso perceber o assunto, o motivo de minha preocupação se dissipa e logo entra em conflito com uma série de assuntos muito mais relevantes, todos disputando por um lugar em meu cérebro e no fim, o livro que comprei e ainda não li, se torna muitíssimo mais importante que questões de morte na família. Existe uma certa “compra” de preocupações em nossa vida, pago em sexo e sangue, apenas! Isso, apenas esses dois fatores tão óbvios e claros fazem com que, automaticamente você tome por dores coisas que em qualquer outro contexto lhe seriam irrelevantes. “Eu não gosto do jeito daquela mulher, não gosto do jeito como pensa, fala, vive. Não a amo, não vejo um só motivo para isso, tampouco, respeitá-la.” No entanto, se sou sincera a sociedade me discrimina com um tapa na cara, de perplexidade e quase horror! Ela é apenas uma mulher aos meus olhos, ela fez sexo e eu nasci, isso é óbvio demais para eu colocar como uma prioridade. Tenho tanto com que me preocupar, meu senso crítico me impede de fazer desse tipo de classificação uma prioridade. Não! Eu não posso! Não posso mais julgar-me culpada por possuir tais pensamentos! Eles todos, poderiam, se eles quisessem, terem feito de mim alguém com um olhar diferente, mas não quiseram! Eu estive sozinha em todos os cantos, e agora no leito de morte tenho que chorar por eles? Chorei o suficiente, acho que, na verdade chorei tudo o que era possível para com essas pessoas quando eu estive sozinha, todas as lágrimas que eu poderia dedicar a essas pessoas já foram derramadas, no entanto eram lágrimas de ódio e solidão e agora eu não possuo mais nada para com elas do que um olhar indiferente e distante. Nem mesmo as máscaras me servem mais, elas escorregam e muito facilmente mostram aquilo que existe de baixo, realmente. Eu não digo, nunca disse, odeio-os! Detesto-os! Por que, assim como minhas lágrimas, minha cota de sentimentos também se esvaziara, oh, e eles pensam que sou fria, mas pobre de mim, pobre de mim, vivo o castigo de não ter sentimentos, a vida é uma fria pintura e eu olhei para ela por um período pequeno, confesso, mas analisei-a demasiadamente, meticulosamente, e agora não tenho mais interesse em nada que pareça-me ou faça parte, de fato de um senso comum. Perdoe-me alma, por ter virado aquilo que me moldaram.

por Constance, constantemente cética

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