Jónsi e Björk

Setembro 17, 2014 § Deixe um comentário

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Nunca o bastante, imagino o que eles conversam e se conversam em islandês entre eles, se são bons amigos ou só admiradores. Imagino se o rosto da Björk se contorce em um sorriso ironico ou um olhar de indignação.  Acho que o sonho da minha vida ainda é ver (ouvir), um álbum feito só pelos dois.

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Hjartað Hamast

Outubro 14, 2013 § Deixe um comentário

O coração golpeia,
Como sempre, mas desta vez
Fora do ritmo com o tempo
Perdido e esquecido em casa
Prestes a explodir pelo nariz
Volto-me ao suor das cobertas
Observo a ferrugem que cresce em mim
Que come lá embaixo da concha
Eu paro em pé, tonto / atordoado
Eu me esfarelo
Ando em círculos
Ando após mim mesmo
Tiro toda minha roupa
E completamente nu
Acordado mas posto para dormir
Eu não durmo nem o mínimo

 

Refrão:
Eu falo alto e viajo por dentro de mim mesmo
Vasculhando procurando por vida por um instante que seja
Fico parado em meu lugar
Com a esperança como amiga e ganho um tempo
Procuro por um começo perfeito
Mas ele se torna um desapontamento

 

O coração pára
Não se mexe
Eu insiro um marcapasso (que engulo e escondo)
Encontro um cabo de ligar (e me ligo)
Vejo tudo dobrado (duplo escuro)
Falha do sistema (o cérebro recusa)
Continuo a procurar (…)
Incontrolável (informação)
Eu tenho que alimentar (me alimentar)

Expectativa Inversa

Outubro 14, 2013 § Deixe um comentário

Eu sei que já agora eu estou fazendo parte do processo inverso de um fluxo constante. Eu sinto que estou voltando para onde saem todas as coisas sem a razão justificável para o desastre. Existe a estabilidade aqui, agora, para tudo o que não pode se manter por fora à consciência. Estou sentindo minhas inflamações explodirem, cada uma delas, uma certeza inominada. Estou possessa da própria carne. Fiz do meu corpo o santuário de uma religião desconhecida. Me enterrei em mim pelos sentidos. E você, mil vezes, veio me  trazer flores. Ainda não sei que parte de mim está morta,

Anoushka Shankar

Outubro 5, 2013 § 1 Comentário

 

 

Para um demônio

Outubro 5, 2013 § Deixe um comentário

Eu estou escorrendo para dentro das orelhas, eu me sinto transbordar, ouço o som de mim mesma derreter e se auto absorver em seguida. É a música que me transporta para onde não posso auferir, tão próximo que é inalcançável. Eu espero que isso me faça lembrar das palavras que eu ainda não disse, eu espero que isso seja um bom sinal, a completa continuidade ao contato. Olhos de demônio ele tem, o que pelo nome o tornou um demônio completo. Me persegue até mesmo quando não há sinal. Eu anseio. Sem expectativas, sua simples existência me desafia a tranquilidade quando tantas coisas mais sufocam! O que pode despistar as almas que me perseguem? Já não é mais tempo para voar. O mundo está ficando pequeno e super-lotado de famintos e loucos, é inacreditável que os olhos ainda se encontrem.

Deveríamos ser criaturas aquáticas. Já percebeu o quanto o corpo pesa em terra? Tudo nos prende. Um dia voltaremos para onde nunca deveríamos ter saído. Voltaremos para as altas montanhas onde residem as lembranças boas de pés que nunca pisaram lá. Falta pouco, o caminho é raso. São tempos difíceis para tudo o que se dê ao luxo de estar vivo. Tirar tempo para respirar e voltar as origens do ser é quase impossível e isso só me faz pensar o quanto eu sinto falta, uma saudade excruciante de alguma coisa sem nome ou forma, ainda. Novas interações, continuidade ao contato revelará seus mistérios. São tantos! Eu penso se poderia viver sem eles. Nunca é o suficiente, Por maior desvantagem de informações que se estabeleça.

A verdade é que estamos no lugar errado. Dentro ou fora. Não é onde deveríamos estar. Não. Sempre em nós. Dentro ou fora. Introspectividade não passa de uma forma melancólica de se dizer egocêntrico. Eu sinto falta das origens que nunca voltarão a ser. Sinto falta da terra e do ar. Dos passos lentos. Da fragilidade inconsequente. Eu vou me entregar assim que tiver uma chance. Sou mole e pequena. Quase imperceptível, essa é a verdade. Fecho os olhos para negar a existência. É um longo caminho para onde não se pode chegar e eu, estou me arrastando.

Espero encontrá-lo lá. Isso é pretensioso? Eu realmente gostaria de encontrá-lo lá.

 

 

Um novo eu

Julho 29, 2013 § Deixe um comentário

“Por que de repente você passa a se tornar muito mais aquilo o que você representa do que aquilo o que você realmente é.”  E nessa divagação eu tracei todos os paralelos possíveis para relacionar as pessoas a minha volta e aquilo o que elas eram para mim representativamente. Tarefa fácil. Um monte de gente para mim existe muito facilmente na função prática daquilo o que me representam: um casa por perto com comida, cama, chuveiro quente, desenhos e jogos (oh, jogos de todos os mais simplórios tipos!), onde eu posso me refugiar quando os ares pessoais não são bons. Um porre fácil, cigarros e a violência decadente que me faz parecer inalcançável. Boas fodas, conforto, segurança, proteção e risadas dementes. E muito embora às vezes eu tenha que pagar caro por isso como recebendo uma chupada nojenta no peito ou uma declaração idiota, eu continuo achando engraçada a forma como me relaciono com essas representatividades para me sentir melhor, evidenciando pra mim mesma o segredo de que eu sei que tudo daquilo não passa de uma necessidade supérflua com a qual interajo.  A coisa complicou mesmo quando me perguntei a mim mesma o que eu era naquilo o que eu representava para mim mesma e me deparei com uma série de próteses daqueles a quem eu tantas vezes já me comparei pela diferença. Me desesperei e tentei amputar todas aquelas partes macabras que habitavam o meu corpo e o meu “ser”, se arrastando e sangrando por onde quer que eu fosse. Tá tudo mal arrancado, eu sei onde deve sair, mas não sei como tirar e se antes o meu equilíbrio era perfeito, agora eu mal sei andar, tropeçando com essas pernas sobressalentes e que só agora nesse sem/com eu consigo enxergar o quanto me são necessárias. Esse agora sou um novo eu, um eu nem sem nem com, um eu que esbarra em tudo o que anda, que carrega os braços dos outros e tenta costurar os próprios de volta no corpo.  Quem me dera eu voltasse a ignorância habitual de ser sozinha. Vivendo nos outros sem pensar viver deles. Mas está tudo bem, está tudo bem enquanto eu não tiver vontade de ser eu mesma naquele velho ou novo eu que eu venho habitando há séculos. Dentro dessa consciência de ser alguma coisa eu estou sozinha e bem, ninguém vive com quarto braços, a gente arranca dois e quando começarem a feder é só tirar de novo. Eu como eu, continuo tentando não fazer necessárias essas partes que vêm de fora e me fazem esbarrar em tudo aquilo o que poderia ser um caminho retilíneo sem obstáculos. Fico esperando aquele dedãozinho do pé que já foi de alguém e que agora é uma parte em mim me sustente no próximo passo, mas a unha encravada não deixa e lá estou eu caindo de novo.  Talvez a vida seja isso, tropeços, próteses e unhas encravadas, fodas horríveis, fodas maravilhosas, bebidas baratas, vontade de fugir de si sendo os outros, desespero, sorrisos dementes e necessidades supérfluas cheias de interação teatral, mas a consciência de um novo eu amputado é sempre horrível quando até mesmo aquela perna que não existe mais continua coçando.

Vivendo o nonsense

Junho 4, 2013 § Deixe um comentário

-Não demore, benzinho, se não você já sabe, pode dar tudo errado…

 

“Estamos todos perdidos. Sinto falta dos resquícios, até mesmo das cores e das palavras. Tudo parecia fazer sentido ao menos naquela época onde diziam que pouco importavam os pecados sórdidos que a nossa gente cismava em prativar. Não vou demorar, estou saindo agora mesmo para que tudo se acerte. Céus, existem dias em que a vida pode parar de acontecer. Estou no automático. Fazendo tudo por fisiologia ou necessidade bruta, nenhum prazer. Estou lambendo as orelhas alheias, nem tenho mais saliva para dizer as coisas que queria dizer de verdade, tudo tão perto de quebrar que escorrega das mãos, da língua, das pernas. Escorrega enquanto ainda está quente. Tão próximo da maldade quanto da irrealidade. Estamos vivendo o nonsense.”

 

-Estou indo meu amor, estou indo. Me espere pro jantar.

Attila Ovari

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